DEPUTADOS INVESTIGAM SISTEMA "S", ACUSADO DE DESVIAR MILHÕES COM "FORMAÇÃO" DE MÃO DE OBRA.

16:36Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!


SISTEMA “S”  TÁ NA BERLINDA;  MUITOS ANOS SEM PRESTAR EXPLICAÇÕES  SOBRE  “FORMAÇÃO”  DE MÃO DE OBRA COM GRANA DO TRABALHADOR E DO GOVERNO. O QUE DÁ NO MESMO.
















Deputado Miro Teixeira pede mais transparência na aplicação de recursos do Sistema S e diz que dinheiro é aplicado irregularmente até em campanhas.
Miro Teixeira e Paulo Ramos, caem de pau no Sistema “S” – SESC, Senac, Sesi e Senai.



"O discurso de qualificação de pessoal no Brasil tem servido para que se roube o dinheiro que serviria para qualificar a juventude. O que queremos é investigar se todo o sistema S tem cumprido com o que se propõe. A arrecadação de 2,5% da folha de pagamento das empresas vêm sendo feita. Mas o que é feito com o dinheiro é uma icógnita muitas vezes. Temos que impedir que se beneficiem os empresários com recursos muitas vezes provenientes do Ministério do Trabalho", afirmou. "A historinha de que precisa-se qualificar o brasileiro virou desculpa para assaltarem o governo", acusou o deputado estadual.
É com esse pensamento e a partir de várias constatações e denúncias, de irregularidades no Serviço Social do Comércio do Rio de Janeiro (Sesc-RJ), que o deputado estadual Paulo Ramos (PDT-RJ) já está articulando uma Comissão Parlamentar de Inquérito com deputados federais e senadores para investigar o uso de recursos das entidades do Sistema S - como  Sesi, Senai, Sesc e Senac. Para Paulo Ramos, que também propõe uma investigação no âmbito do Legislativo estadual, é necessário intervir em todas as entidades que se propõem a qualificar a mão de obra por meio da arrecadação de contribuições obrigatórias e convênios com o governo federal.
Conforme o Jornal do Brasil apurou, um ofício pedindo a abertura de um procedimento administrativo para investigar indícios de irregularidades do Sesc-RJ foi enviado ao Ministério Público Federal ainda em outubro do ano passado. No entanto, o procurador Gino Liccione alegou  "declínio de competência" para cuidar do caso e repassou o pedido de abertura de investigação para o Ministério Público estadual, onde nada foi resolvido, e o documento foi reenviado para o MPF na última quarta-feira (18). 
"Este caso do Sesc é apenas a ponta do iceberg. Vocês acham que na Firjan-RJ também não há um certo obscurantismo do que é feito com o dinheiro? Claro que sim. O presidente da Firjan no Rio seria um dos primeiros que eu convocaria para o caso de conseguirmos instaurar uma CPI no Rio. Espero que façam o mesmo em Brasília", detonou Ramos. "Temos que cobrar que estes dirigentes das entidades que recebem recursos desta arrecadação obrigatória cumpram com o objetivo destas organizações, que é qualificar os jovens. Se eles quisessem mesmo qualificar alguém não cobrariam caríssimo nos cursos que oferecem. Deveria ser gratuito, afinal, não falta dinheiro para isto", finalizou.


FONTE: JORNAL DO BRASIL,21.01.12




MAIS SOBRE O SISTEMA "S"





Caixa preta patronal do Sistema S arrecadará R$ 11,3 bilhões em 2010

O chamado Sistema S - SENAI, SESI, SESC, SENAC - e outras entidades foi criado ainda na década de 40 com objetivo de treinar e capacitar mão-de-obra para a indústria brasileira. Para tanto, o sistema conta com a arrecação da contribuição compulsória de 2,6% da folha de salários de todos trabalhadores brasileiros.

Pois bem, segundo matéria publicada pela Folha de São Paulo, as empresas brasileiras recolherão, somente neste ano, o valor recorde de R$ 11,3 bilhões aos cofres do Sistema S. Desse valor, teoricamente 40% seria aplicado em treinamento e capacitação e 60% em atividades culturais e assistenciais. O sistema é administrado pelo setor privado através de suas entidades de classe, especialmente ligado às confederações empresariais.

Vejam, o valor arrecado supera o destinado ao programa Bolsa Família neste ano e equivale a quase seis vezes o total estimado para a receita do Imposto Sindical. Essa verdadeira fortuna de recursos públicos é gerida praticamente sem intervenção, controle e/ou fiscalização. Ainda segundo a Folha, tanto a Controladoria Geral da União - CGU como o Tribuntal de Contas da União - TCU, teriam destacado a aplicação crescente e excessiva de recursos do sistema no mercado financeiro, em detrimento de investimento em ações de formação profissional e atividades sociais, bem como preocupações em razão das vinculações políticas entre as instituições e seus dirigentes.


Um verdadeiro paradoxo para as lideranças empresariais. Sempre tão aguerridas na cobrança da desoneração fiscal e da folha de pagamento, com contundentes discursos contra o chamado "custo Brasil", exigindo transparência e eficiência na gestão e no gasto público, as entidades empresariais simplesmente se calam quando o assunto é o Sistema S. 

A resistência patronal nessa seara é sem igual. Recentemente, a proposta do governo para extinção dessa contribuição não resistiu a reação das entidades empresariais.

Enfim, como de costume, as entidades empresariais desejam reduzir custos e dar transparência aos gastos geridos pelos outros, mas manter uma verdadeira Caixa Preta em relação aos seus. Esse é mais um dos obstáculos a ser superado para modernização e democratização do Brasil.

FONTE:






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