FALANDO EM DROGAS... NA MINHA OPINIÃO

18:44CarlOS - Sam


FALANDO EM DROGAS...

Muitas pessoas de diversos setores da comunidade em todo a Samambaia, tem perguntado assiduamente a este repórter sobre as políticas de tratamento, ou centros de internação e recuperação de pessoas  viciadas em drogas, que de início a meu ver e no meu modesto entendimento e conhecimento parco das lides judiciais, não faz desses seres humanos, necessariamente marginais ou bandidos, embora em muitos casos inclusive de meu conhecimento, a autoridade  tradicionalmente vista em sua roupagem padrão de "prende e condena por que é bandido", insista em enquadrá-los assim, numa visão míope e caolha, e que demonstra total falta de visão e sensibilidade para com os problemas dos dependentes químicos. Está provado, outrossim, que nem todo bandido é viciado, ou dependente, assim como também o inverso. 
Mas o preocupante em toda a questão, é mesmo a ausência quase total do estado, leia-se GDF, e de políticas de tratamento, incluindo-se aí, a total ausência da Secretária de Saúde do DF, esta gerida por um secretário cuja maior preocupação parece ser as clínicas de hemodiálise das quais é sócio, uma em Samambaia e outra em Ceilândia,  e que faturam uma "baba preta" do GDF todo ano, antes mesmo dele ser o secretário nomeado da pasta que de saúde só tem  o nome, anêmica que está em termos de resultados e efeitos sobre o quadro caótico mais amarelo e doentio que a saúde do DF já viu em tela.
E não adianta mais falar em herança maldita, pois já se foi um ano desde que as prometidas medidas saneadoras do então eleito governador Agnelo, em quem votei diga-se de passagem, e que prometeu vestir o jaleco de doutor e partir para a briga, resolvendo pessoalmente o problema da saúde, coisa em que sinceramente acreditei (podem me chamar de inocente, puro e besta, igual a música do Raul Seixas!) e que até agora, em virtude até mesmo do fogo amigo de que tem sido vítima, não conseguiu quase nada em termos de repercussão e resultados como governo eleito pelo povo e que deveria apresentar resultados condizentes com esta mesma confiança, depositada qual cheque em branco, na sua pessoa.
O que vemos, especialmente a noite, ao final do dia quando voltamos do trabalho para nossas casas, é preocupante; um verdadeiro exército brancaleone de drogados, na palavra mais áspera, porém mais verdadeira, sem querer ser cruel ou condenatório, de pessoas que algum dia até devem ter tido dignidade, emprego, família, igreja, amigos, filhos e esperança no futuro, e sonhos, mas que hoje vagam quais zumbis urbanos, sem sentirem nenhum resquício de vergonha ou acanhamento, pelo papel medonho que representam para si mesmos e para as crianças, velhos e pessoas em geral que os veem neste estado medonho, por que caíram qual insetos na mais cruel e mortal de todas as armadilhas jamais  inventadas, pelo homem, ou melhor, por alguém ou uma corporação, entidade, ou grupo sabe Deus, para dizimar, e aniquilar rapidamente toda uma geração, especialmente de jovens, que são nada mais do que a espinha dorsal, a mola-mestra, a estrada pavimentada, que garante o futuro de qualquer nação. E quando se vê, a droga nefasta entrando e dizimando jovens até mesmo em antigas e pacatas cidades do interior do Brasil, bem como de resto em todo o mundo, sem limites de idade, é que se vê o alcance assustador que ela tem alcançado.
É preciso rapidamente que o estado marque presença, investindo com inteligência, os milhões que certamente tem em caixa, na execução  de uma política de apoio e tratamento eficaz, aberta e sem discriminação. 
E que igualmente a sociedade simplesmente não vire a cara para o problema, haja visa que ele não escolhe classe social, grau de riqueza, idade ou sexo para atacar e destruir. Jovens ricos, ou mais abonados até pela facilidade do dinheiro abundante, são presas mais fáceis e de maior cobiça por parte dos traficantes, pois representam lucro mais fácil e rápido. 
E está provado que qualquer um, ou filho ou parente de qualquer um, e até mesmo doutores, advogados, e outros quejandos, como no caso do advogado do ex-goleiro Bruno, atualmente em cana, que confessou de público ser dependente da droga assassina, podem ser as próximas vítimas. 
A droga mata sim, mas o preço mais alto se não forem tomadas medidas sérias com programas de saneamento dos seus efeitos o mais rápido possível, será  caríssimo; o futuro de toda uma, ou de várias gerações. É arregaçar as mangas, povo e governo e partir para a luta contra o demoníaco crack, a droga que já vem com um estalinho que lembra a morte e destruição, do caráter e da vida.


By, Karlão-Sam

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