CPMI DO CACHOEIRA CONVOCA AGNELO E PERILO

19:20Carlos Alberto-Jornalismo sério


Agnelo e Perilo vão a CPMI sob protestos.



 - Do G1 - 
Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF) foram chamados  
Convocação de Sérgio Cabral (PMDB-RJ) foi rejeitada por 17 votos a 11.
A CPI criada para investigar o elo do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários aprovou nesta quarta-feira (30) a convocação dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).
A convocação do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), foi rejeitada por 17 votos a 11.

Agnelo e Merconi Perillo são citados por integrantes da quadrilha de jogo ilegal comandada por Cachoeira em conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal. 
Já Sérgio Cabral aparece em fotos durante uma viagem a Paris ao lado do presidente licenciado da construtora Delta, Fernando Cavendish. De acordo com a PF, a Delta transferiu recursos a empresas fantasmas do grupo de Cachoeira.

A convocação de Perillo foi aprovada por unanimidade e a de Agnelo, aprovada com 16 votos favoráveis e 12 contrários. Entre os que defenderam que o governador do Distrito Fedral não fosse convocado está o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-SP).
A convocação de Agnelo foi aplaudida em plenário pela oposição.

Odair Cunha propôs adiar mais uma vez, para o dia 12 de junho, a votação de requerimentos de convocação de governadores, mas a maioria dos parlamentares decidiu apreciar os pedidos nesta tarde.
Os integrantes da CPI rejeitaram requerimento para analisar as convocações em bloco - optaram por analisar o caso de cada governador individualmente.

Debates
Durante o debate sobre os requerimentos, o senador Pedro Taques (PDT-MT) criticou a possibilidade de adiamento da votação. “Estamos discutindo há 30 minutos se vamos transformar essa CPI numa farsa. Estamos enrolando essa decisão. [...] Temos decidir a convocação no voto. Temos que votar sim ou não à vinda dos governadores e que cada um assuma responsabilidade política pelo seu voto”, afirmou.

Já o líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), afirmou que Marconi Perillo quer falar na CPI. “Eu acabei de receber telefonema do governador Marconi Perillo e ele disse que quer comparecer na próxima reunião”, disse. Na terça (29), o governador de Goiás negou envolvimento com a quadrilha de Cachoeira e se dispôs a comparecer.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que não há “prejulgamento”, nem acordo com relação à convocação dos governadores. “Não há acordo. O que queremos é a convocação dos três governadores”.

Sigilos
Mais cedo, ainda na reunião da CPI desta quarta, foi adiada a votação de pedido de quebra de sigilo telefônico e de SMS de Perillo. Deputados do PSDB protestaram pelo fato de não serem colocados em votação, também, requerimentos que solicitavam a quebra dos sigilos dos governadores do PT e do PMDB. “Não pode haver dois pesos e duas medidas”, argumentou o líder do PSDB, Álvaro Dias (PR).

Já o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse considerar que não é necessário quebrar os sigilos dos três governadores antes dos depoimentos na comissão.
“Vamos abrir um precedente que nunca se teve numa CPI. Nenhum deles, até o presente momento, se viu envolvido com a organização criminosa a ponto de ter a quebra de sigilo autorizada”, afirmou o deputado, para quem a quebra de sigilos é uma “medida de exceção” que só deveria ser tomada depois de esgotados outros meios de prova.

Por sua vez, Odair Cunha afirmou que há indícios que justificam a quebra do sigilo do governador de Goiás. Segundo ele, há 237 referências a Perillo nas gravações telefônicas registradas pela Polícia Federal na investigação sobre o grupo de Cachoeira.

“São condutas individualizadas e há nos autos da Polícia Federal mais evidências contra o governador Marconi Perillo. Os cheques para pagamento da casa foram parar na conta dele. Há nível de envolvimento diferente com a organização criminosa”, disse.

Diante das divergências, o vice-presidente da CPI, Paulo Teixeira (PT-SP), decidiu adiar a votação da quebra de sigilo de Perillo. Também adiou requerimentos que autorizavam acesso da comissão a dados bancários, fiscais e telefônicos dos deputados Stepan Nercessian (sem partido-RJ), Sandes Junior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), citados nas investigações da Polícia Federal sobre a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira.



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