DIA MUNDIAL DO DIABETES

12:33CarlOS - Sam





Ela começa de forma silenciosa, quase sem sintomas, mas é muito perigosa. E cada vez atinge um número maior de pessoas, devido ao estilo de vida comum do mundo moderno que combina sedentarismo com má alimentação. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), quase 250 milhões de pessoas ao redor do globo têm diabetes e, como esse número vem crescendo, a instituição já classifica a doença como uma epidemia. A cada ano, sete milhões de indivíduos entram nessa lista.

No Brasil, a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) estima que 12 milhões de pessoas tenham a doença, sendo que metade delas não sabe disso.

Para conscientizar a população sobre a importância de se fazer exames de sangue para o diagnóstico do problema e, em caso positivo, se tratar, no dia 14 de novembro celebra-se o Dia Mundial do Diabetes. Ao redor do mundo, monumentos, prédios públicos e empresas são iluminados na cor azul para marcar a data. Aqui no Brasil várias associações médicas e de pacientes estão promovendo ações como exames gratuitos, distribuição de cartilhas informativas e alimentos saudáveis. Uma lista com a programação principal está disponível no site 
Dia Mundial do Diabetes.

No DF são cerca de 120 mil diabéticos
Nesta quarta-feira, 14, é o Dia Mundial do Diabetes, uma doença muitas vezes silenciosa e que já atinge cerca de 10 milhões de brasileiros. No Distrito Federal, 5,2% da população apresentam a doença. Para marcar a data e alertar a população sobre a doença, haverá atividades na estação do metrô da Rodoviária do Plano Piloto das 8h às 17h.
Durante o evento, promovido pela Associação de Diabéticos de Brasília com o apoio do Programa de Educação e Controle em Diabetes da Secretaria de Estado de Saúde, serão realizadas aferições de glicemia capilar para rastreamento do diabetes, orientações voltadas à educação, prevenção e monitoramento da doença, além de orientações nutricionais, odontológica e sobre os cuidados com os pés.
O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), como resposta ao crescente número de casos em todo o mundo. Pelo menos 245 milhões de pessoas têm diabetes no mundo e um alto percentual vive em países em desenvolvimento. Em 30 anos, este número deve chegar a 380 milhões. No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas são portadoras da doença e 500 novos casos surgem a cada dia.
Diabetes é a incapacidade do pâncreas em produzir a quantidade de insulina necessária, provocando aumento anormal do açúcar ou da glicose no sangue. A doença pode causar algumas complicações como amputação de membros, cegueira, problemas renais e vem crescendo de forma alarmante.
Manter hábitos saudáveis de vida que incluem controle do peso, dieta alimentar balanceada, atividade física regular e ter controle periódico médico para regular os níveis glicêmicos são algumas medidas preventivas contra a doença.
Quem apresentar sintomas como vontade de urinar diversas vezes, cansaço inexplicável, muita sede, aumento do apetite, perda de peso, visão embaçada, câimbras, formigamento dos pés e infecções na pele deve ficar atento e procurar uma centro de saúde mais próximo de sua residência.
Atendimento na rede pública
O atendimento na rede da Secretaria de Saúde é de aproximadamente 58% de cobertura. “A nossa meta é chegar a 70%”, informa a coordenadora de Diabetes da SES, Hermelinda Pedrosa. A unidade de referência no DF, segundo ela, é o Hospital Regional de Taguatinga, mas há atividades em todas as regionais de saúde cuja complexidade de atendimento varia de acordo com a disponibilidade de recursos e estruturação.
A SES tem assistência pioneira em várias áreas de atendimento ao paciente com a doença, relata a médica. “Aqui foi implantado o primeiro ambulatório de pé diabético no Sistema Único de Saúde (SUS) com fornecimento de sapatos, palmilhas à população desde 1999”, destaca, acrescentando que há ainda a disponibilidade de insulinas especiais (análogos de ação longa e ultrarrápida, desde 2004).
Também é do DF o primeiro ambulatório de bomba de insulina do SUS, implantado no HRT (que fornece bomba de insulina desde 2008). A primeira lei para o diabetes - Lei Distrital 640-1994 - foi regulamentada no DF. Pela legislação ficam garantidos medicamentos e material para controle da glicose (tiras reagentes e glicosímetros). Em 2006, o Brasil passou a contar com a Lei Federal 11.347.
CONHECENDO O DIABETES MELLITUS;

Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura).
Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: aumento da concentração de glicose no sangue provocado por duas diferentes situações:
a) Diabetes tipo I – o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A instalação da doença ocorre mais na infância e adolescência e é insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de insulina;
b) Diabetes tipo II – as células são resistentes à ação da insulina. A incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade;
c) Diabetes gestacional – ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe;
d) Diabetes associados a outras patologias como as pancreatites alcoólicas, uso de certos medicamentos, etc.
Sintomas
* Poliúria – a pessoa urina demais e, como isso a desidrata, sente muita sede (polidpsia);
* Aumento do apetite;
* Alterações visuais;
* Impotência sexual;
* Infecções fúngicas na pele e nas unhas;
* Feridas, especialmente nos membros inferiores, que demoram a cicatrizar;
* Neuropatias diabéticas provocada pelo comprometimento das terminações nervosas;
* Distúrbios cardíacos e renais.
Fatores de risco
* Obesidade (inclusive a obesidade infantil);
* Hereditariedade;
* Falta de atividade física regular;
* Hipertensão;
* Níveis altos de colesterol e triglicérides;
* Medicamentos, como os à base de cortisona;
* Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II);
* Estresse emocional.


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