FAMÍLIAS ATOLADAS EM DÍVIDAS DE NORTE A SUL DO BRASIL

17:43Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!

FAMÍLIAS BRASILEIRA ATÉ O PESCOÇO EM MATÉRIA DE DÍVIDAS.

25/06/2013 0 comentários 
FAMÍLIAS BRASILEIRAS NUNCA ESTIVERAM TÃO ENDIVIDADAS.



Endividamento das famílias brasileiras bate recorde. Dívida com bancos representa quase metade da renda anual, diz BC
As famílias brasileiras nunca estiveram tão endividadas.
De acordo com os dados mais recentes do Banco Central (BC), divulgados ontem, o nível do endividamento subiu de 43,97% em março para 44,23% em abril.
Quebrou todos os recordes desde que a autoridade monetária começou a registrar as informações, em 2005.

Isso significa que a dívida total com os bancos representa quase a metade de toda a renda familiar anual. O levantamento não leva em conta os dados de endividamento dos consumidores no varejo.

Os números do BC mostram que o aumento da dívida foi provocado por financiamentos da casa própria. Descontados esses financiamentos, o endividamento das famílias ficou estável em 30,47% no mês. Segundo economistas, o dado comprova que o crédito voltado para o consumo não aumentou em relação à renda e que a alta da dívida foi causada pela compra de moradia.

Governo avalia positivamente o dado

Para o governo, movimentos como esse são vistos com bons olhos porque representam uma mudança no perfil das despesas mensais dos brasileiros já que mais famílias trocam o aluguel pela parcela do financiamento habitacional.

- Tem a dívida boa e a dívida ruim. O endividamento habitacional é bom porque é sinônimo de agregar patrimônio com uma dívida de longo prazo e com juros menores - ponderou o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). - Dívida ruim é quando a gente está tão enrolado que tem de pegar mais empréstimos para quitar outros.

Por outro lado, apesar de um endividamento maior, o comprometimento da renda mensal caiu em abril. De acordo com o Banco Central, a parcela que a dívida absorve dos salários baixou de 21,61% para 21,54% em abril. Ou seja, apesar de aumentar o total do endividamento, ela pesa menos no orçamento mensal.

O economista-chefe da Gradual Corretora, André Perfeito, destacou que o consumo das famílias está em um patamar elevado, mas estacionou, o que mostra que o brasileiro está apreensivo com o futuro da economia.

- A confiança dos consumidores está caindo de maneira reiterada, resultado de um presente que não avança e de um futuro que ficou mais distante com juros mais elevados - observou André Perfeito.

Por mês, as famílias gastam, em média, 8,5% dos salários apenas com juros de todos os financiamentos que têm, desde a prestação da casa própria até os gastos com o rotativo do cartão de crédito e cheque especial. Esse número já chegou a 9,2% em junho de 2012.

Gabriela Valente  - O Globo

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