NINGUÉM ACEITA O LIXÃO AQUI EM SAMAMBAIA! SÓ ELES!

18:48Carlos Alberto-Jornalismo sério


NÃO AO ATERRO SANITÁRIO, OU NO POPULAR: LIXÃO, PORQUE OS PREJUÍZOS NÃO DEPENDEM DE NOME.


Lixão de 31 cidades poderá afetar comunidades próximas ao novo aterro de Samambaia


                                  
                             
                               












A comunidade de Samambaia (DF) aguarda um posicionamento da Câmara Legislativa quanto a decisão da cidade em receber lixo de 31 regiões administrativas e destruir de vez o Parque Ecológico Gatumé, que estaria abandonado pelos deputados. 
                                        Vários líderes comunitário da região conhecida como Expansão, afixaram  placas no local e mobilizaram as crianças para plantar árvores na área que está abandonada pelos deputados distritais e pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. “Eu fico indignada em saber disso. Por que não jogam o lixo de cada cidade em seu aterro próprio? Samambaia não merece este abandono por nossos representantes, que não estão nos representando.”, destaca Maria Coelho, líder comunitária da região.
Os comerciantes da Expansão de Samambaia também relutam contra a decisão. A comunidade tem uma Associação Comercial dos Comerciantes da Expansão de Samambaia, e vários comerciantes já se mobilizaram e reclamam da atitude do governo. 

São mais de 100 unidades comerciais que serão prejudicadas com o “odor”, com os “bichos” que irão para região, e, de imediato, todos os terrenos ao redor e os comércios serão desvalorizados.
Como anda o processo
A Adasa assinou contrato com a empresa Geotec para fornecer apoio técnico à equipe da Superintendência de Resíduos Sólidos (SRS) na elaboração do termo de referência para construção e operação do aterro sanitário da Samambaia, que substituirá o lixão da Estrutural. O edital será publicado nos próximos 60 dias, definindo os critérios para a construção do novo aterro sanitário, que garantirá a disposição correta dos resíduos sólidos do DF.
O nome da cidade surgiu devido ao fato do córrego Samambaia ser rodeado por plantas samambaias.

O novo aterro sanitário fará divisa com o Parque Ecológico Gatumé e com o Córrego Samambaia e Melchior. Além disso, com toda comunidade da expansão de Samambaia, que contabiliza mais de 30 mil moradores.

                               Há aproximadamente 10 anos, a reclamação em Samambaia é a mesma: moradores próximos a Expansão não querem que seja instalado na cidade o novo aterro sanitário. Com o novo espaço, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) prevê o fechamento definitivo do lixão da Estrutural até dezembro deste ano. O tema é motivo de divergências, já que alguns moradores alegam que isso, pode ocasionar grandes problemas na saúde da população residente na cidade. Já para o governo, esse é uma forma de acabar de vez com o lixão quer existe há anos na Estrutural.
                             Quando a obra estiver pronta, mais de 30 milhões de toneladas de resíduos serão depositados no local todos os dias. De acordo com o professor Adriano Gentil, essa é uma questão que deve ser pensada e analisada, já que o local também é rota de aviões. “Samambaia está na rota do aeroporto. Além disso, o administrador deve se preparar para receber um grande número de urubus e pestes”, explica. Para Jonildes Papa, a maior preocupação são as crianças que residem nas quadras 800 e 1000. “Essas crianças e os pais delas podem sofrer com a chegada do aterro, que pode impulsionar o acúmulo de insetos e inclusive, pode nos trazer muitas doenças, como dengue e outras”, argumenta a moradora.

A ideia de fundar o aterro é antiga, vem desde o governo de Joaquim Roriz, em meados de 2005. Os arredores do local conta com aproximadamente 30 mil moradores. A previsão é que novo aterro receba 68 mil toneladas de lixo por mês.
Para o SLU, o lixão em Samambaia será mais útil, pois irá receber uma quantidade menor de resíduos, devido aos centros de triagem, instituídos pela nova gestão de resíduos sólidos. A previsão é pagar, no máximo, R$ 40 por tonelada, o que representará um repasse mensal de R$ 2,7 milhões à empresa vencedora da licitação. O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) realizou ajustes e determinou que o GDF diminuísse os valores.

Já foram abertas as licitações para a infraestrutura e a construção da central de tratamento de chorume (líquido tóxico resultante do lixo). O Governo afirma que a previsão é construir oito áreas de transbordo, triagem e reciclagem de resíduos da construção civil e 12 centros de triagem para os catadores de material reciclável.
Justiça comunitária
No ano de 2009, Samambaia contava com um programa chamado Justiça Comunitária. Um programa do TJDF, onde os agentes eram acionados pela população para resolver demandas jurídicas. Segundo Jonildes Papa, foram feitas diversas reuniões entre a comunidade e administração por intermédio do Ministério Público, onde ficou determinado que o lixo deveria ser tratado e levado para o aterro da cidade Estrutural. Isso não aconteceu.
Foi feito um abaixo assinado com mais de 5 mil assinaturas, onde foi entregue ao ministério público, entre outros órgãos, inclusive na Aeronáutica para que o aterro não seja alocado na Região de Samambaia. Na audiência pública realizada na escola 1031, a população afirmou categoricamente que não queriam o aterro no local, alegando os motivos já falados, inclusive as doenças que poderiam ser geradas no local.
Problemas para a cidade de Samambaia
Caso o aterro seja construido em samambaia o parque “Gatume” desaparecerá. A população das quadras 800 e 1000 serão os mais prejudicados. As crianças poderão ainda morrer por conta das doenças levadas por insetos e moscas que rondam os aterros.
Esgoto a céu aberto
Outra reclamação é o esgoto que é despejado no córrego. Nas últimas quadras ainda não existe esgoto pluvial, ainda é utilizado antigas fossas. 
De acordo com moradores do local, a lagoa de oxidação da Caesb, exala mau cheiro durante o dia todo, os resíduos sólidos são soltos no córrego sem tratamento adequado. Inclusive várias nascentes foram soterradas.







E é por estas razões que os moradores continuam protestando...
Veja o vídeo em:


E NOVAMENTE SUSPENSA A LICITAÇÃO.


No dia 30 de julho seria conhecida a empresa vencedora da licitação para construir o aterro sanitário oeste, em  Samambaia,  contudo, uma decisão do Tribunal de Contas do DF (TCDF) suspendeu por prazo indeterminado a licitação, em razão de representação contra alguns termos do edital. O processo está a cargo do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Com o resultado da licitação novos rumos ao processo de coleta de lixo na cidade serão tomados. 

De acordo com o SLU, no DF são gerados 2.700 mil toneladas de lixo por dia. Por mês são quase 70 mil toneladas, o que movimenta cerca de 6 mil empregos formais e emprega 4.280 garis. Até dezembro o GDF irá fechar o lixão da Estrutural, onde atualmente é despejado o lixo. No dia 12 de agosto, será conhecida a empresa ganhadora da licitação que irá executar o serviço de coleta seletiva na cidade. Segundo o diretor do SLU, Gastão Ramos, a coleta seletiva no DF será estabelecida em todas as cidades administrativas em dezembro deste ano. 

Com informações de:Folha da Comunidade 




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