ANDRÉ VARGAS: UM HOMEM-BOMBA NO PT?

15:36Carlos Alberto-Jornalismo,isento e sem compromisso com mentiras.!


Líder do PT na Câmara cobra renúncia de Vargas.

BRASÍLIA - A cúpula do PT iniciou ontem um cabo de guerra, antes restrito aos bastidores, para obrigar o deputado licenciado André Vargas (PT-PR) a renunciar ao mandato. Diante do recuo de Vargas, que se limitou a formalizar a renúncia ao cargo de vice-presidente da Câmara dos Deputados, o PT intensificou ontem a pressão para que ele deixe também o mandato parlamentar.
Com o respaldo do presidente nacional do PT, Rui Falcão, o líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), disse que a expectativa é a de que Vargas também abra mão do mandato parlamentar. No final do dia, Vicentinho ligou para Vargas. O deputado ligado ao doleiro Alberto Yousseff, preso na Operação Lava-Jato, bateu pé e avisou que não pretende renunciar ao mandato. Disse que ficará no cargo para se defender no processo do Conselho de Ética da Câmara.
— O deputado André Vargas renunciou à condição de vice. 
É claro que demorou (a formalizar a decisão), foi constrangedor, mas aconteceu. Nossa expectativa agora, até para não ter que ficar sangrando permanentemente, é a de que ele renuncie ao mandato — disse Vicentinho, negando que essa seja uma forma de pressionar Vargas.
Vicentinho diz que permanência de deputado causa 'sangramento'. Vargas disse que deixaria o cargo, mas mudou de ideia e agora quer ficar.
A cúpula do PT e o governo federal temem que a manutenção do deputado André Vargas (PT-PR) no mandato faça o caso continuar no noticiário e contamine as campanhas do partido. Caso o deputado paranaense, licenciado do mandato, reassuma a atividade parlamentar, poderá ser expulso em processo disciplinar no Conselho de Ética do PT.
— Não tem pressão nenhuma. É que é um sangramento desagradável, crítico para ele. Mesmo respeitando suas dificuldades, sua dor, sinto que vai chegando a hora da renúncia ao mandato — disse Vicentinho.
Na última segunda-feira, após ouvir Vargas, a comissão da Executiva do PT pressionou o deputado para que renunciasse ao mandato, e não só à vice-presidência da Câmara. O argumento principal foi o de que a renúncia estancaria o processo no Conselho de Ética e a pressão sobre ele. Isolado, Vargas disse que renunciaria porque essa seria uma forma de preservar sua família do massacre ao qual estaria sendo submetida.
Comissão petista avalia caso.
Anteontem, porém, Vargas avisou que estava reavaliando a possibilidade de deixar o mandato. Em nota divulgada por assessores e por torpedos, disse que sua renúncia seria inócua, já que o processo seguiria no Conselho de Ética da Câmara. Segundo assessores de Vargas, declarações dadas pelo presidente do conselho, Ricardo Izar (PSD-SP), e pelo relator do processo, Júlio Delgado (PSB-MG), pesaram na decisão.
Ontem, Vicentinho sinalizou que a Executiva do PT manterá a sindicância contra Vargas. Segundo o líder, Vargas terá direito a defesa, e não haverá expulsão sumária. Mas, como todos os filiados, ele também tem "dever partidário".
Antes de defender abertamente a renúncia ao mandato, Vicentinho conversou ao telefone com o presidente do PT, Rui Falcão. Até ontem, os petistas estavam comedidos em falar sobre o assunto. Outros deputados defenderam a renúncia de Vargas ao mandato. Argumentam que ele sequer procurou a bancada para se defender.
O GLOBO - ISABEL BRAGA



A MEGA LAVANDERIA DE ANDRÉ VARGAS
Obtido com exclusividade por IstoÉ, inquérito no STF pode levar André Vargas à cadeia por falsidade ideológica. Para o MP e a PF, deputado petista montou uma “lavanderia” para justificar recursos de origem duvidosa que irrigaram suas campanhas eleitorais
O deputado André Vargas (PT-PR) é um político em estado terminal. Num último esforço para tentar preservar o mandato, o petista renunciou ao posto de vice-presidente da Câmara e tirou uma licença de 60 dias. Não foi o suficiente para impedir que seus pares instaurassem um processo contra ele no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar, nem que o seu partido, o PT, o ameaçasse de expulsão. Sua situação se deteriorou depois que ele foi acusado de manter uma relação promíscua com o doleiro preso na Operação Lava Jato, Alberto Youssef. Vargas é o deputado que ergueu os punhos cerrados, repetindo o gesto dos mensaleiros presos, para debochar do presidente do STF, Joaquim Barbosa, em sessão de abertura do ano legislativo no Congresso. 

Agora, por ironia da política, quem pode selar o destino político de Vargas é justamente o Supremo, instituição à qual o petista ousou desafiar e fazer troça.
Na última semana, IstoÉ teve acesso com exclusividade às mais de 500 páginas do inquérito 3596, instaurado pelo STF a pedido do Ministério Público Federal, que pode levar Vargas para a cadeia pelo crime de falsidade ideológica para fins eleitorais. 


A pena prevista, caso o petista seja condenado, varia entre um e cinco anos de reclusão. No robusto processo, o Ministério Público Federal afirma que há fortes indícios de que o parlamentar montou uma lavanderia de dinheiro para justificar doações eleitorais. Nem a Justiça Eleitoral consegue dizer se os recursos apresentados nas prestações de campanha algum dia chegaram mesmo a circular na conta bancária.


Constam do processo depoimentos de mais de 80 testemunhas que afirmam nunca terem doado dinheiro para a campanha de Vargas. Mas esses são apenas parte dos 200 “laranjas” utilizados pelo petista para justificar a origem dos recursos suspeitos em suas campanhas eleitorais. A prática ilícita teria começado nas eleições de Vargas para deputado federal em 2006 e se reproduzido na campanha de 2010.
Esquema envolve irmãos

Na documentação que embasa o inquérito em curso no STF há relatos dos auditores do Tribunal Eleitoral do Paraná sobre a dificuldade de fazer uma apuração detalhada das contas apresentadas devido à complexidade do esquema. Os procuradores, porém, acreditam que as notas de gastos apresentadas pelo deputado licenciado são frias. Uma lista completa com os dados bancários do parlamentar e dos doadores fictícios, com observações sobre o desencontro dos dados e valores, fundamenta a suspeita dos procuradores.
O esquema de lavagem de dinheiro de Vargas não se limitaria às operações de fraude nas prestações de contas de campanha. Teria ramificações. Em outra ponta da investigação, a Polícia Federal segue o rastro de empresas em nome dos familiares de Vargas. Nos grampos telefônicos divulgados até agora, o deputado aparece em conversas com o doleiro Alberto Yousseff cobrando pagamento de comissões a determinados consultores, um deles chamado “Milton”.
Trata-se de seu irmão Milton Vargas Ilário e a PF suspeita que outros familiares do petista também tenham sido usados como laranjas. Nessa vertente do amplo esquema montado por Youssef, a lavagem de dinheiro se daria a partir do uso de empresas de fachada abertas por seus familiares. Entre as empresas investigadas pela Polícia Federal, que teriam sido usadas na lavanderia Vargas, encontra-se a LSI Solução em Serviços Empresariais. 


 Foi constituída em agosto de 2011 pelo irmão Leon Denis Vargas Ilário e a mulher, Simone Imamura Vargas Ilário, com capital social de apenas R$ 15 mil. Em 18 de setembro de 2013, os sócios trocam de lugar. Simone sai e entra Milton.
É justamente a véspera da intensa troca de mensagens em que parlamentar e doleiro comemoram as gestões da parceria entre os laboratórios Labogen, LFM e EMS para abocanhar contrato de até R$ 150 milhões com o Ministério da Saúde. Em apenas um ano, a LSI mudou três vezes de ramo, ampliando seu leque de atuação de pesquisa e consultoria a atividades de cobrança, publicidade, organização de eventos, gestão empresarial e até tecnologia da informação.
Curiosamente, a empresa foi aberta no número 58 da alameda Sarutaia, no bairro do Jardim Paulista (SP), onde já funcionava há anos outra empresa, a agropecuária Adram S/A, que acaba de ser selecionada para uma linha especial de crédito do BNDES. Existe a desconfiança na PF de que Vargas e seus parentes também estejam por trás da Adram S/A.
Com a entrada de Milton, irmão do petista, a sede da LSI foi transferida para um apartamento residencial da Vila Mariana, bairro da capital paulista. A PF não identificou qualquer indício de atividade comercial no endereço. Da mesma forma não foi encontrada atividade empresarial no endereço da L Vargas & CIA Ltda., localizada em São José dos Pinhais. A empresa está em nome de outro irmão do deputado chamado Loester Vargas Ilário e sua mulher, Luzia Salete Ribeiro Ilário, e tem como objeto social a prestação de “serviços auxiliares do mercado de capitais”.
http://blogs.odiario.com/josepedriali/

O GLOBO - ISABEL BRAGA











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2 comentários

  1. http://www2.diariooficial.araucaria.pr.gov.br/search/view?id=20245

    Seu irmão estava nomeado como secretario de meio ambiente na prefeirura de araucária, o vice prefeito é do pt

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  2. http://www.araucaria.pr.gov.br/prefeitura/secretarias/meio-ambiente/sec-mun-de-meio-ambiente

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