APRENDE BRASIL! 97% DOS ALUNOS COREANOS TERMINAM O SEGUNDO GRAU E CAMINHAM PARA AS UNIVERSIDADES BEM P´REPARADOS.

19:48Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!

 IMPRESSIONANTE! 
A Coréia do Sul, mostra que por lá tem muito mais do que o Psy!


Ao contrário do Brasil, nos países orientais dar aula na rede pública é sinônimo de status e garantia de renda

SÃO PAULO - "Há um ditado no meu país que diz que um estudante não pisa nem na sombra de seu mestre", diz Sok Jin Oh, professor de língua inglesa, por 32 anos na Coreia do Sul. Ele se refere ao respeito que os alunos têm pelos mestres. No país de Jin Oh, ser um professor da rede pública significa ter bom salário, e status na sociedade.
A Coreia do Sul tem hoje um dos melhores modelos de ensino do mundo. No Programa Internacional de Avaliação de Alunos aparece em sétimo lugar em leitura e matemática. O país foi um dos primeiros do mundo a equipar escolas com internet de banda larga.
Um professor como Jin Oh ganha em média US$ 65 mil por ano. Tem casa própria, carro do ano e pode patrocinar o estudo dos filhos em boas faculdades particulares.
No Brasil, a vida de um professor é bem diferente. A paulistana Ana Carolina Cuofano Gomes da Silva, de 30 anos, dá aulas desde os 19. Na época tinha apenas o Magistério. Depois foi obrigada a concluir o ensino superior. Há oito anos, formou-se pela Faculdade de Letras da Universidade São Judas Tadeu. Preferiu a rede pública, porque sentia mais afinidade com os alunos. Outro fator: a escola fica perto da casa dela, Hoje, ela leciona Português para turmas de 7º e 8º anos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Júlio Marcondes Salgado, no Parque Edu Chaves, na zona norte de São Paulo.
"Sinto um respeito muito grande", diz Ana Carolina, que tem sorte. Segundo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), 44% dos professores da rede pública já sofreram algum tipo de violência na escola.
Casa alugada. Ana Carolina ganha R$ 2,8 mil, em troca de uma jornada de 40 horas semanais. 

Para complementar a renda, dá aula em outra escola. "A prefeitura oferece uma estabilidade que as escolas particulares não têm", explica. A professora mora de aluguel.
Jin Ho trabalha hoje no Brasil como adido cultural da Coreia. No ano que vem, volta para casa, e retoma a vida acadêmica, mas agora como vice-diretor. Na Coreia os professores, só depois de uma determinada qualificação, podem se candidatar ao cargo de vice-diretor e diretor de uma escola. Jin Ho é doutor em língua inglesa.

Bárbara Bretanha e Valéria França - Especial para o Estadão.

SAIBA MAIS SOBRE O ENSINO NA CORÉIA DOS SUL:

A 'febre educacional' que salvou a Coreia do Sul  

 Estudantes sul-coreanos encorajam seus colegas mais velhos enquanto eles prestam exames admissionais para a universidade em escola secundária de Chuncheon, a 90 km de Seul. Prova nacional para a disputada entrada em universidades de prestígio foi realizada nacionalmente nesta quinta-feira (13) no país. Os jovens sul-coreanos chegam a estudar 16 horas diárias para ter sucesso nos exames. A faixa à direita diz: 'Vamos lá, veteranos!'. (Foto: Reuters)





País se tornou um dos maiores PIBs da Ásia; 97% dos estudantes concluem ensino médio
 
Até a década de 60, recém-saída de uma guerra que levou a uma divisão trágica de seu território, a Coreia do Sul era uma economia agrária, pobre. Nos últimos 40 anos, o país deslanchou e se tornou um dos maiores PIBs da Ásia, transformando-se numa potência hi-tech cujos produtos competem de igual para igual com os japoneses, por exemplo. O foco na educação é apontado como um dos pontos fundamentais do rápido desenvolvimento coreano. 
Hoje o ensino no país é olhado como um modelo para o mundo. Até o presidente Barack Obama, num discurso que ficou famoso, pediu que os EUA sigam o exemplo das crianças sul-coreanas, que passam, em média, pelo menos um mês a mais nas escolas anualmente do que os alunos americanos. 
Há uma série de fatores envolvidos no crescimento de um país, mas os analistas concordam que os investimentos em educação e na formação de capital humano foram os principais combustíveis da arrancada de Seul. O desenvolvimento educacional sul-coreano, a partir dos anos 60, precedeu e guiou o econômico. 
A expansão do ensino ocorreu de um modo sem precedentes. Em 1945, com o fim da colonização japonesa, apenas 22% da população eram alfabetizadas. Esse índice hoje é superior a 98%. A excelência das escolas sul-coreanas é atestada por vários estudos mundiais, e a sociedade abraçou a ideia de educar para crescer. 
Para os pais coreanos, a educação dos filhos é prioridade absoluta e levou à criação de uma expressão entre os analistas que se debruçam sobre a receita coreana: febre educacional. 
Na universidade, 60% dos jovens 
Os alunos sul-coreanos estão entre os melhores do mundo em matemática, ciência e leitura, de acordo com os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 97% dos estudantes completam o ensino médio - o mais alto percentual entre todos os países pesquisados. 
E o índice de pessoas com nível universitário, entre 25 e 34 anos, também é impressionante: 60%. 
- O sistema educacional na Coreia do Sul foi desenvolvido de forma sequencial - explica o professor de História Michael Seth, da Universidade James Madison, em Virginia, autor do livro "Febre educacional: sociedade, política e o exercício da escolaridade na Coreia do Sul". 
- O foco inicial foi o ensino fundamental, e só depois que ele se tornou universal o Estado passou a investir na educação secundária. É um modelo que concentra sua força no nível básico. A parte mais fraca do sistema é o nível superior, mas isso é compensado pelo fato de os coreanos investirem em educação, buscando as melhores universidades internacionais, e pelos programas de treinamento financiados pela iniciativa privada - afirma ele. 
O especialista americano destaca outros pontos que fazem até o presidente do país mais rico do mundo invejar a educação coreana. É um sistema homogêneo e uniforme, no qual as escolas seguem o mesmo currículo e recebem o mesmo montante de verbas públicas. Desde antes da guerra (1951-1953) e bem antes de a Coreia do Sul ser uma democracia, já existia um esquema de rodízio entre os professores, para evitar que os melhores se concentrassem em alguns poucos estabelecimentos. 
Além disso, foi criado um programa de assistência especial para áreas rurais, evitando grandes diferenças em relação à região metropolitana. O outro fator essencial é o investimento no treinamento dos professores - o que diferencia muito a Coreia do Sul do Brasil, por exemplo. 
Estudo divulgado em setembro pela consultoria McKinsey & Company confirma a posição da Coreia do Sul, ao lado de Cingapura e Finlândia, no topo da educação mundial e ressalta a seleção dos professores como uma de suas estratégias centrais: 100% dos profissionais são recrutados entre os melhores alunos do ensino médio. 
Para ensinar as crianças menores no ensino fundamental, só são aceitos na universidade de Educação (são quatro anos de curso) os 5% com melhor desempenho no ensino médio. 
O treinamento é rigoroso, mas há compensações que tornam a profissão de professor atraente: bons salários, possibilidade de crescimento profissional e prestígio. O respeito ao professor é uma questão cultural: "Nem sequer pise na sombra de um professor", diz um provérbio coreano. 
"As classes relativamente grandes na Coreia do Sul, com 35 alunos por turma, ajudam a pagar os professores acima dos níveis de outros países. Professores iniciantes recebem cerca de 1,2 vez o PIB per capita e os salários máximos chegam a 3,4 vezes a renda per capita. 
Nos EUA, isso se traduziria em rendas anuais de US$ 55 mil a US$ 150 mil", diz o relatório da Mckinsey. Os salários dos professores primários são os mais altos do mundo, colocando-os no mesmo patamar de médicos e engenheiros. Só 1% dos estudantes de educação desiste do curso a cada ano. 
Mas o fenômeno coreano não é só uma questão de política pública. Conquistas acadêmicas são perseguidas com fervor e envolvem sacrifícios dos alunos e dos pais. Os anos equivalentes ao ensino fundamental no Brasil são gratuitos, mas as escolas de nível médio são custeadas através de impostos. 
E é muito comum, mesmo entre as famílias mais humildes, o investimento em professores particulares, que ajudam as crianças depois do horário escolar e até nos fins de semana. Em seu livro, Seth descreve a mobilização nacional em dia de vestibular: 
"Um ar de grande tensão paira em toda a Coreia do Sul (...). Uma força-tarefa especial passou meses se planejando para esse dia. Milhares de policiais estão em alerta em várias cidades (...). Voos em todos os aeroportos do país foram limitados, e um esforço especial foi feito para interromper obras, reduzindo ruídos de qualquer espécie". 
Segundo dados de 2007 do Ministério da Educação, 350 mil estudantes sul-coreanos deixaram o país para estudar no exterior, a maioria deles em idade universitária, mas também há grupos de crianças que ainda não estão nem alfabetizadas. 
Nos Estados Unidos, os sul-coreanos formam o maior percentual de estudantes estrangeiros, à frente dos chineses, embora sua população seja muito menor. No Japão, quando buscam recém-formados ou estagiários, as grandes empresas sempre se deparam com uma grande quantidade de sul-coreanos, que terminaram seus estudos em conceituadas universidades japonesas. 
Os números indicam que o país se preocupa tanto com educação que já atravessou uma fronteira e discute agora se não estaria havendo exageros. 
- O termo "febre educacional" tem uma conotação positiva e outra negativa. É admirável o respeito dos sul-coreanos pela educação, mas a preocupação em obter diplomas de estabelecimentos de prestígio é hoje obsessiva. 
A educação privada sai cara para as famílias e ainda há a pressão depositada em pessoas muito jovens, que muitas vezes deixam de viver sua infância em troca da obrigação de atingir um excelente desempenho acadêmico – pondera o analista americano.

Fonte: O Globo, Claudia Sarmento, 24/10

E ENQUANTO ISSO NO BRASIL...

DITADO COREANO: NA SOMBRA DE UM MESTRE NEM SE PISA!
É uma das profissões mais valorizadas no país, uma das mais rentáveis, o professor se aposenta aos 62 anos, possui o vestibular mais disputado de todos!
No Brasil professor ganha menos que caixa de supermercado, é tratado como um zé ninguém pelo governo, agredido por alunos e pais, e culpado por tudo o que acontece de ruim na escola.
O Governo dá bolsa gratuita para docência e ninguém quer ser professor.
Existe um sistema de nota que faz a função de punição aos alunos mal comportados, esse sistema interfere na possibilidade do aluno cursar uma boa faculdade.
No Brasil a avaliação não pode ser classificatória, pois humilha o aluno, punir o mal comportamento do aluno no ambiente escolar é um abuso de autoridade, o professor pode acabar no forum, acusado de bulling, reprová-lo então nem pensar! 
A reprovação não ensina ninguém.
Por que será que os alunos coreanos se saem tão bem nos sistemas de avaliação internacional, enquanto os alunos brasileiros só dão vexame? 
Com a palavra os Teóricos do sócio construtivismo...



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