A FAMÍLIA DE UMA MÃE LINCHADA E O DIA DAS MÃES SEM ELA - QUESTÕES SEM RESPOSTAS!

11:19Carlos Alberto-Jornalismo sério

Propagação de boatos pela internet pode ter impactos negativos na sociedade
O Correio ouviu diversos especialistas para entender o poder da internet sobre os recentes casos de linchamento.




Propagação de boatos pela internet pode ter impactos negativos na sociedade
A informação, no entanto, serviu como combustível para a agressão e levou uma pessoa à morte. 
Fabiane morreu dois dias depois de ser espancada, jogada em uma vala e arrastada por uma bicicleta.
O caso da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, 33 anos, linchada por moradores de um bairro de periferia em Guarujá (SP), no último dia 3, após ser confundida com uma sequestradora, reacendeu o debate sobre justiçamentos e os impactos negativos que têm a propagação de boatos pela internet. 
Na avaliação de especialistas ouvidos pelo Correio, não se pode atribuir o espancamento a que a mulher foi submetida somente à crença da população de que ela seria uma criminosa.
O linchamento da dona de casa é pelo menos a 20ª situação de justiça feita com as próprias mãos em 2014.

Fabiane foi agredida depois de a página da internet Guarujá Notícias publicar um retrato falado de uma mulher que supostamente sequestrava crianças para usá-las em rituais satânicos.
Depois de lerem a notícia, moradores de uma periferia do Guarujá confundiram Fabiane com a mulher da foto divulgada e a lincharam. A polícia, entretanto, informou que a publicação do site não passava de um boato e que a dona de casa não era envolvida em sequestros.
O retrato falado que circulava havia sido produzido no Rio de Janeiro, em 2012. Diante do caso que chocou o país, especialistas são enfáticos ao dizer que o boato não justifica o ato e que ele não foi motivado apenas pela notícia, mas ressaltam os perigos de uma mentira propagada em cadeia.
O consultor em redes sociais, professor da Fundação Getulio Vargas e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Edney Souza explica que os boatos propagados na internet são conhecidos pelo nome de hoax.

Quando alguns tentam deixar claro que se trata de uma informação falsa, podem até colocar “é um boato” ou “não acredite em tudo o que lê”, mas o fazem com letras pequenas, que não chamam muita atenção.

CORREIO BRAZILIENSE-DF


AINDA SOBRE:OUTRA OPINIÃO-INSTITUTO MISES:


Não cabe falar em racionalidade ou irracionalidade de uma ação, pois ela é executada sempre objetivando um fim, concebido subjetivamente pelo autor da ação. Só ele tem a exata noção de quão “irracional”, ou melhor, o quão distante do fim almejado resultou a ação empreendida.
Ação humana é necessariamente sempre racional. A expressão "creio ser racional" é pleonástico e, como tal, deve ser rejeitada. Quando aplicados aos objetivos finais da ação, os termos racional e irracional são inadequados e sem sentido. O objetivo final da ação é sempre a satisfação de algum desejo do agente homem.
Uma vez que ninguém tem condições de substituir os julgamentos de valor de um indivíduo pelo seu próprio julgamento, é inútil fazer julgamentos dos objetivos e das vontades de outras pessoas.
Ninguém tem condições de afirmar o que faria outro homem mais feliz ou menos descontente. Aquele que critica está nos informando o que imagina que faria se estivesse no lugar do seu semelhante, ou então está proclamando, com arrogância ditatorial, o comportamento do seu semelhante que lhe seria mais conveniente.
Mesmo que um indivíduo tenha se arrependido após observar os resultados da ação empreendida, o fato é que, no momento da execução da ação, o objetivo almejado era o que ele mais valorizava, pois de outra forma ele jamais a executaria -- ele teria mudado o curso da ação, ou a teria evitado e empreendido outro tipo de ação, de modo a atingir outro objetivo mais interessante.



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