HMIB DO DF, MAIS UMA VEZ NA FRENTE EM PROL DAS CRIANÇAS.

19:34Carlos Alberto-Jornalismo,isento e sem compromisso com mentiras.!

HMIB OFERECE TRATAMENTO PARA BEBÊS COM GENITÁLIAS DE APARÊNCIA AMBÍGUA
  
Diagnóstico e intervenção ajudam a criança a ter qualidade de vida
O Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) é referência na rede pública do Distrito Federal no atendimento ambulatorial de crianças com distúrbio de diferenciação sexual, doença que, após o nascimento, não permite identificar o sexo por causa da aparência ambígua da genitália.
Segundo o médico cirurgião, Wallace Acioli, diversas condições distintas podem levar ao distúrbio de diferenciação sexual, como mutações, alterações hormonais ou causas medicamentosas. Nestes casos ocorre má formação da genitália dificultando a diferenciação do pênis com a vagina.
“O distúrbio além de afetar socialmente, também pode por a vida da criança em risco quando associado com outras malformações e distúrbios endócrinos”, explica Wallace.
O cirurgião explica que a operação é complexa e exige conhecimento amplo da anatomia e de seguimento ambulatorial criterioso, havendo necessidade, em alguns casos, de mais de uma cirurgia.
Para a geneticista Maria Terezinha de Oliveira Cardoso, o diagnóstico é complexo e por isso é necessário ação de uma equipe multidisciplinar composta por pediatras, endocrinologistas, geneticistas, assistência social, psicólogos e cirurgiões pediátricos.
“De acordo com os resultados dos exames, avaliação da equipe multidisciplinar e consenso familiar, defini-se qual será o tipo de intervenção que a criança será submetida, que pode incluir terapia de reposição hormonal, cirurgia de reconstrução da genitália ou remoção de gônadas incompatíveis”, explica Terezinha.
Maria Terezinha acrescenta que existem também repercussões legais. Alguns casos em que já tenha sido feito o registro os pais devem entrar com uma ação de retificação do sexo para pedir alteração do registro civil. Por isso, que se aconselha esperar até o diagnóstico para fazer o registro.
O psicólogo e pesquisador da área, Henrique Campagnollo Fernandes, aponta que os casos de distúrbio de diferenciação sexual no Distrito Federal são mais comuns do que se imagina. A partir de pesquisas do Ministério da Saúde, entre 2005 a 2011, constatou-se uma média de dois registros por mês da doença.
Segundo o pesquisador, o atendimento interdisciplinar é uma tentativa de respeitar a complexidade e a pluralidade das respostas do desenvolvimento da criança e a conexão entre a genitália, identidade de gênero e qualidade de vida.
“Além da visão médica do geneticista e do endocrinologista, o papel do psicólogo é fundamental nesses casos. Ele vai ponderar a real necessidade da intervenção cirúrgica e dar o acompanhamento psicológico necessário para o desenvolvimento da criança”, comenta Henrique.
Saiba mais:
Os pacientes diagnosticados com distúrbio de diferenciação sexual podem contar com o apoio.
- Centro de Referência Especializado às Pessoas em Situação de Discriminação Sexual, Religiosa e Racial, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda. Telefone: 3224-4898; 

- Defensoria Pública do Distrito Federal. Telefone: 2196-4400/2196-4404

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