PF apresenta relatório final da Operação Lava Jato: Foram mais de 10 Bilhões de reais em roubo à Previdência Social

10:30Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!


Curitiba/PR – A Polícia Federal encaminhou nesta terça-feira, 15/4, os relatórios finais referentes aos quatro inquéritos que compõem a Operação Lava Jato, deflagrada em 17/3/2014, com o objetivo de desarticular organizações criminosas que atuavam no mercado clandestino de câmbio no Brasil. A elaboração dos relatórios finais neste momento decorre do término do prazo legal para a conclusão da investigação, diante da existência de indiciados presos.
Cada inquérito policial investigou a atuação de uma dessas quatro organizações criminosas, que eram lideradas por doleiros. Esses grupos, embora fossem independentes entre si, possuíam negócios em comum relacionados à lavagem de dinheiro.

Ao todo, a PF indiciou 46 pessoas pelos seguintes crimes: formação de organização criminosa, crimes contra o sistema financeiro nacional (operar instituições de câmbio sem autorização, falsa identidade em contrato de câmbio e evasão de divisas), falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. 
Dois doleiros também foram indiciados por financiamento ao tráfico de drogas, diante de indícios da ligação deles com traficantes.
Foram cumpridos 105 mandados de busca e apreensão, 19 de prisão preventiva, 12 de prisão temporária e 27 conduções coercitivas. 





A Justiça Federal autorizou o sequestro de três hotéis e seis residências de alto padrão. 
Foram apreendidos 25 veículos com valores de mercado superior a R$ 100 mil cada. Aproximadamente R$ 6 milhões foram apreendidos em espécie, além de centenas de joias e várias obras de arte, que serão destinadas esta semana ao Museu Oscar Niemeyer para custódia.
Atualmente, 15 pessoas permanecem presas, sendo 14 em Curitiba/PR e uma em São Paulo/SP. Há duas pessoas foragidas.
A PF poderá apresentar complementos aos relatórios finais, a partir do estudo do material aprendido ainda não analisado, o que pode acarretar investigações autônomas dos seguintes crimes: fraude em licitação, desvio de recursos públicos, corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Setor de Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná.

COMO FOI:
Operação Lava Jato da PF prende, mas não diz os nomes, 24 de rede que desviou R$ 10 bilhões de reais.

PF PRENDE 24 DE REDE QUE DESVIOU R$ 10 BILHÕES. 



Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira, cumpre 130 mandados e desarticula quadrilhas que agiam em seis estados e no Distrito Federal; 24 já foram presos
(Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil)


A Polícia Federal (PF) prendeu 24 suspeitos acusados de participar de organização criminosa que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro. Segundo a PF, foram apreendidos veículos de luxo e grande quantia de dinheiro em moeda nacional e estrangeira - dólares e euros - que ainda está sendo contabilizada.

A Operação Lava Jato foi deflagrada na manhã de hoje (17) em seis estados e no Distrito Federal (DF). De acordo com as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), obtidas pela Polícia Federal, os suspeitos movimentaram mais de R$ 10 bilhões.

No DF, foram presos três suspeitos, um deles é o dono de um dos maiores postos de combustíveis da área central de Brasília, próximo à Torre de TV, onde também funciona uma lavanderia e uma casa de câmbio.

Segundo a PF, o grupo investigado, "além de envolver alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil", é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas em crimes como o tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas e desvio de recursos públicos.

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A operação foi intitulada Lava Jato porque o grupo usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar os valores. Na manhã desta segunda-feira, cerca de 400 policiais federais cumpriram 81 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, dez mandados de prisão temporária e 19 mandados de condução coercitiva, em 17 cidades. Entre as localidades estão Curitiba, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Cuiabá.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no Paraná. São cumpridas também ordens de sequestro de imóveis, além da apreensão de patrimônio adquirido por meio de práticas criminosas e bloqueio de contas e aplicações bancárias.

Abaixo, texto divulgado pela PF sobre a operação:

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira 17 a Operação Lava Jato, para desarticular organizações criminosas que tinham como finalidade a lavagem de dinheiro em diversos estados da Federação.

De acordo com as informações fornecidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF/MF) e obtidas pela Polícia Federal, os grupos investigados registraram comunicações de operações financeiras atípicas num montante que supera os 10 bilhões de reais.

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A operação contou com a participação de aproximadamente 400 policiais federais que deram cumprimento a 81 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária e 19 mandados de condução coercitiva, em 17 cidades dos seguintes estados: PR (Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina e Foz do Iguaçu), SP(São Paulo, Mairiporã, Votuporanga, Vinhedo, Assis e Indaiatuba) DF(Brasília, Águas Claras e Taguatinga Norte), RS(Porto Alegre), SC (Balneário Camboriú), RJ (Rio de Janeiro), MT(Cuiabá). 
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no Estado do Paraná.

São cumpridas também ordens de sequestro de imóveis de alto padrão, além da apreensão de patrimônio adquirido por meio de práticas criminosas, e bloqueio de dezenas de contas e aplicações bancárias.

O grupo investigado além de envolver alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas com crimes como o tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração, contrabando de pedras preciosas, desvios de recursos públicos, dentre outros.
A operação foi assim intitulada porque um dos grupos fazia uso de uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar os valores oriundos de práticas criminosas.
A Polícia Federal prendeu preventivamente três suspeitos, no Distrito Federal, suspeitos de participação em organizações criminosas que teriam lavado uma quantidade superior a R$ 10 bilhões, segundo informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf/MF), obtidas pela PF.
Um deles é Carlos Chater, dono de um dos maiores postos de combustíveis da área central de Brasília, próximo à Torre de TV, onde também funciona uma lavanderia e uma casa de câmbio. Ele é ligado ao doleiro  Fayed Antoine Traboulsi.

O Globo-A Folha e UOL.com









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1 comentários

  1. Se a policia federal baixar no STF não se assustem não. Porque esses ministros são muito suspeitos com a soltura de políticos corrupto. E o próprio Paulo Roberto da delação premiada falou que em todos órgãos públicos só sobem através de propinas e troca de favores. E esse ministro Dias Toffili, Ricardo Lewandowsk, Carmem Lucia, Barroso, e a outra loira velha que não lembro o nome são muito sinistros.

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