VENCEMOS, MAS NÃO CONVENCEMOS! 10 RAZÕES PARA O BRASIL GANHAR, E 10 RAZÕES PARA NÃO GANHAR A COPA DO MUNDO DA FIFA

21:54Carlos Alberto-Jornalismo,isento e sem compromisso com mentiras.!

10 RAZÕES PARA ACREDITAR QUE O BRASIL NÃO VAI SER CAMPEÃO

E O BRASIL VENCEU A CROÁCIA POR 3 X1 !
MAS NÃO CONVENCEU E AINDA TEVE AJUDA DO JUIZ, O MESMO QUE NOS PREJUDICOU EM 2010, HOJE DEVOLVEU A BESTEIRA E QUITOU A DÍVIDA!



E o goleiro favorito de Felipão, mais uma vez foi inseguro:
Júlio César falhou feio!

AGORA, VAMOS ANALISAR ALGUMAS HIPÓTESES:

Se você já comprou bandeiras, pintou sua rua e cravou no bolão da firma o Brasil campeão mundial, calma. Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Apesar de haver um clima de euforia em torno dos 23 convocados por Luiz Felipe Scolari, é sempre bom lembrar que existem outras 31 seleções com o mesmo objetivo e todas vão jogar sem a pressão do time brasileiro de ter de cumprir com as enormes expectativas.



Brasil perde e Robinho chora em 2010 na África do Sul.
1

Excesso de confiança
Scolari já decretou: o Brasil ganhará a Copa. Carlos Alberto Parreira já falou que a seleção está com uma mão na taça. Os mais supersticiosos diriam que isso dá azar; os mais prudentes sabem que o jogo é jogado, assim como o lambari é pescado. O fato é que esse tipo de fala pode ser encarado como arrogância pelos rivais e motivá-los ainda mais a vencer o Brasil.
2

Poder de reação não foi colocado à prova
Desde a chegada de Felipão, a seleção ainda não precisou enfrentar um grande desafio que requirisse aquela resiliência toda, a capacidade de reagir diante de um resultado desfavorável. A única virada de 2013 aconteceu no amistoso com Portugal, em setembro, vencido por 3 a 1. A dúvida é: se o time estiver perdendo para um rival forte, terá força suficiente para virar?
3

Neymardependência
Este é o grande risco, a grande armadilha na qual a seleção pode cair. Neymar é a estrela do time, é verdade, mas sobrecarregá-lo ou acreditar que ele, sozinho, pode tirar o Brasil de situações difíceis pode colocar o time em risco. E se ele se machucar, for suspenso ou, simplesmente, anulado pela marcação rival?
4

Nuvem negra sobre Júlio César
Não há dúvida nem questionamento: Júlio César é o titular do gol brasileiro. Mas o erro nas quartas de final da Copa de 2010, que colaborou para a vitória da Holanda, ainda persegue o goleiro. Some-se o fato de que ele joga no Toronto, um time da Canadá onde o futebol é incipiente. E que atuou só sete vezes pelo clube nesta temporada. Se ele falhar de novo, sua cabeça talvez não aguente a pressão.
5

Sul-americanos também estão "em casa"
Em quatro Copas realizadas na América do Sul, os vencedores foram quatro times sul-americanos. Em duas ocasiões, ganhou o time da casa (Uruguai em 1930 e Argentina em 1978); em outras duas, venceu um vizinho (Uruguai no Brasil em 1950 e Brasil no Chile em 1962). Ou seja, apoiar-se no "fator casa" é algo que o Brasil não fará sozinho nesta Copa.
6

Geração em formação
A média de idade da seleção, 27,7 anos, é baixa se comparada aos grupos de 2010 (29,2) e 2006 (28,8). Dos 23 convocados, apenas seis já estiveram em Copas do Mundo, um número baixo que costuma indicar renovação no ciclo. Isso não é necessariamente ruim, mas inexperiência pode pesar numa situação-limite.
7

A torcida da Copa talvez esqueça que está lá para... torcer.
Imagine a seleção em jogo difícil, e a torcida, ao invés de incentivá-la, começa a vaiar, desconcentrando os jogadores! 
Os torcedores que vão aos jogos da Copa, em geral, serão 'turistas' de estádio, a versão moderna do que Nelson Rodrigues já chamou de a "grã-fina de narinas de cadáver", aquela que não sabe quem é a bola. Dessas vaias para um descontrole emocional da equipe é um passo.
8

Banco de investimento aposta no Brasil... de novo.
Segundo os cálculos do banco Goldman Sachs, o Brasil tem 48,5% de chances de ganhar esta Copa. Considerando que o mesmo banco previu o Brasil como favorito para o título na África do Sul, então é melhor a seleção tomar cuidado. Segundo a simulação do banco, a equipe da casa vencerá a Argentina na final por 3 a 1.
9

Novo Maracanaço
Todos garantem que ele ficou no passado, que raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Será? Dizem que o medo de que algo aconteça pode acabar atraindo aquilo para si. Não se sabe o quanto os jogadores estão blindados deste sentimento de insegurança, estando o Brasil na final, certamente o fantasma vai aparecer para checar se está tudo bem no vestiário.
10

Messi no auge
E se o Brasil for à final, e essa final for contra a Argentina, a seleção terá que lidar com Messi. O melhor jogador do mundo vem para a Copa de 2014 com 26 anos, naquele que pode ser o ponto alto da sua maturidade aliada à forma física, ponto que Neymar ainda não atingiu. Se os hermanos encaixarem o jogo durante a competição e chegarem lá, o páreo será duríssimo.

MAS TAMBÉM PODE GANHAR SIM!
Brasil ganha e Cafu comemora em 2002 na Coréia-Japão

10 RAZÕES PARA ACREDITAR QUE O BRASIL VAI SER CAMPEÃO
1

Guru da estatística diz que essa é do Brasil
Nate Silver é um jornalista de dados que tornou-se guru dos números depois de provar que era possível acertar os resultados das eleições americanas usando apenas estatística. Segundo os cálculos da equipe de Silver, o Brasil tem 45,2% de chances de sair campeão. A Argentina vem em segundo com 12,8%, seguida por Alemanha e Espanha, atual campeã.
2

No futebol, jogar em casa é meio gol...
Um levantamento dos jogos dos times mandantes de todas as Copas a partir de 1990 mostra que os anfitriões saíram vitoriosos em 27 partidas e perderam apenas seis (houve seis empates). Isso levando em conta Mundiais em que o time mandante era azarão como a África do Sul em 2010, por exemplo.
3

...e o Brasil não perde jogo oficial em casa há quase 40 anos
A última derrota da seleção em casa, desconsiderando amistosos, foi na Copa América de 1975 para o Peru (2 a 1), no Mineirão. Tudo bem que você pode perder uma Copa sem perder nenhum jogo, mas ainda assim...
4

O coro no hino nacional
Não duvide da influência que milhares de pessoas cantando o hino nacional à capela têm sobre os jogadores de futebol. Depois da Copa das Confederações, muitos disseram que essa união com a torcida foi importante para o título. O espetáculo do hino deve voltar a ocorrer antes de cada jogo do Brasil, a partir de quinta-feira.
5

Todo mundo 100%
Diferentemente da maioria de seus concorrentes, a seleção não teve nenhum atleta cortado por lesão nas vésperas da Copa e deve estrear com o que tem de melhor.
6

Temos Neymar
Ele assumiu a camisa 10 e liderou o time na Copa das Confederações. O atacante nunca esteve tão bem na seleção desde que estreou pelo time principal, há quatro anos. Faz gols decisivos, cava faltas, irrita a marcação e parou de apelar a firulas desnecessárias. Ambicioso, parece não querer outra coisa do que ser campeão em casa.
7

Temos um time
Ao contrário de Dunga em 2010, Felipão conseguiu de fato montar um time entre a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Existe um padrão tático e opções de jogo para diferentes situações. A maioria dos reservas são tão bons quanto os titulares. O entrosamento entre os atletas é visível não só em campo, mas também nos momentos de descontração.
8

Fred faz gol até deitado
Quando não dá do jeito tradicional, ele mete pra dentro de qualquer forma. O camisa 9 fez gol decisivo deitado na final da Copa das Confederações e, no último amistoso, marcou o gol da vitória também caído. Apesar de seu estado físico ser fruto de desconfiança, Fred parece estar bem para os próximos desafios. Desde 2013, marcou dez gols em 14 jogos, média de 0,7 gol por partida.
9

A seleção sempre foi ajudada pela arbitragem; imagina na Copa!
A lista de 'ajudinhas' dos juízes ao Brasil em Copas é longa. Em 62, Garrincha evitou uma suspensão pois o bandeirinha que comprovaria a infração sumiu. Em 2002, um jogo difícil ante a Turquia foi decidido por pênalti inexistente a favor do Brasil. Na mesma Copa, a Bélgica teve gol legal anulado quando dominava as oitavas. Se os juízes já tendem a dar aquela mãozinha ao Brasil, imagina em casa...
10

Felipão, rei do mata-mata
Você pode fazer qualquer crítica ao gaúcho, mas não dá pra negar que ele sabe como vencer torneios curtos, como a Copa do Mundo. Além do título de 2002, ele já levantou duas Libertadores e três Copas do Brasil, além de um Brasileiro na era pré-pontos corridos. Seu estilo que mistura motivação com atenção especial à marcação e à intensidade parece indicar que o Hexa é questão de tempo.

Flávio Florido/UOL









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