JOSÉ ROBERTO ARRUDA REFAZ OS CAMINHOS QUE O LEVARAM A CAIR DO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL- A CAIXA DE PANDORA!

00:05Carlos Alberto-Jornalismo sério

JOSÉ ROBERTO ARRUDA CONTA O INICIO DE TUDO! A HISTÓRIA DA "CAIXA DE PANDORA".


O virtual governador eleito do DF, narra como aconteceu a sua queda e todo o processo de  difamação e envolvimento do seu nome na mais estapafúrdia, podre e imunda  passagem política do DF!
Durante meu mandato, recebi pressões sobretudo da Câmara Legislativa para reconduzir Durval à Codeplan. Não o fiz. Até que em julho de 2009, depois de repetidos pedidos de audiência, recebo em Águas Claras a promotora de Justiça Débora Guerner. Ela não mediu palavras: — Eu tenho um vídeo em que você recebe dinheiro do Durval. Quero R$ 2 milhões para não divulgar este vídeo. E quero proteção a Durval, que você pare de persegui-lo.
Eu a expulsei imediatamente da residência oficial. Na mesma hora, telefonei para o procurador-geral de Justiça, Leonardo Bandarra, o chefe do Ministério Público do DF. Contei o que tinha acabado de acontecer. Ele falou com segurança: — Não se preocupe. Esta Débora é louca e nós já estamos cuidando do Durval. Não faça nada, fique quieto, para não atrapalhar nossas ações.
A nomeação de Durval, mesmo que num cargo de assessoria e sem acesso a recursos públicos, foi um erro político do qual me arrependo profundamente. Mas seguir a orientação de Bandarra e ficar calado e inerte diante da chantagem… Isso me é imperdoável até hoje.
É mais ou menos desta época o encontro de Durval com o hoje governador Agnelo Queiroz. 

 Eles fizeram, então, uma aliança. Durval me derrubaria se o petista levasse a história à Polícia Federal. Assim, abriria caminho para a eleição dele em 2010. Mas Durval fez mais: despachou uma assessora para fazer as articulações devidas no Palácio do Planalto. O contato dela: Gilberto Carvalho.
O fato é que quatro meses depois estourou a operação Caixa de Pandora. Nela, Durval assina um acordo de delação premiada com o Ministério Público do DF e todo o enredo da história passa a ser escrito pela palavra dele. É Durval quem diz que eu era o chefe do esquema ocorrido na gestão anterior.
Tempos depois, em 2010, eu já fora do governo, um procurador da República lotado no Espírito Santo chamado Ronaldo Albo abre uma investigação sobre o caso. Descobre que Débora Guerner era sócia de Durval. E que Leonardo Bandarra era sócio dos dois! Segundo o Ministério Público Federal, o trio se uniu para chantagear o governador do Distrito Federal! Eu fui interrogado pelo procurador Albo como testemunha do MP e vítima de extorsão. Há contra eles a ação penal nº 71906-36.2010.4.01.000/DF em curso na Justiça Federal.
A ação do procurador da República sugere que o esquema da informática estava muito mais intrincado na máquina pública do DF do que eu jamais poderia supor.
Havia algo estranho naquela Caixa de Pandora e a população parecia saber disto. O escândalo estourou em novembro de 2009 e causou profundo constrangimento político. Porém, o apoio ao meu governo ainda era alto. As imagens eram repetidas à exaustão na TV, nos jornais, as rádios não falavam em outra coisa.
Veio, então, o golpe.
Durval Barbosa tratou de lançar articulações com o PT para me derrubar.
Acompanhe o resto desta história em:

http://www.golpede2009.com.br/

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