RODRIGO ROLLEMBERG, O PAGADOR DE PROMESSAS!

18:02Carlos Alberto-Jornalismo,isento e sem compromisso com mentiras.!

RODRIGO ROLLEMBERG, O PAGADOR DE PROMESSAS!
É assim que vejo a situação do novo governador do DF, que começa a trilhar o seu caminho para o Palácio do Buriti, ou que pelo menos vai fazê-lo ficar conhecido em função de tantas promessas de campanha.
A exemplo do filme de Osvaldo Massaíni, baseado na obra do inesquecível Dias Gomes, dirigido por Anselmo Duarte e com Leonardo Vilar no papel principal, e que foi ganhador de prêmios internacionais, como a Palma de Ouro em Cannes, na França, “O Pagador de Promessas” conta a história de um sertanejo que insiste em carregar uma cruz em homenagem a Santa Bárbara, que teria salvo o seu burro, motivo da custosa promessa e tentar colocá-la dentro da Igreja da santa na capital baiana, enfrentando todo tipo de cobranças, cinismo e tradição recheados pela hipocrisia fundamentalista do tempo em que a Igreja Católica dava as ordens ao Estado, em meio a padres e monsenhores igualmente cínicos e travestidos de profunda e falsa religiosidade.
Glória Menezes e Leonardo Vilar, sob a direção de Osvaldo Massaíni em "O Pagador de Promessas", ganhador da Palma de Ouro em Cannes na França em 1966.

Ele só consegue adentrar a igreja, quase na hora de ser preso, quando é atingido por um tiro e morre sendo colocado sob a cruz e carregado pelos adeptos da capoeira e do candomblé que apoiavam sua causa com cantos e danças, na tentativa de convencer o padre  da igreja da santa, duro e conservador, personificado por Dionísio Azevedo, que não aceita de forma alguma a quebra dos fundamentos religiosos da sua igreja e de sua doutrina, dizendo ser coisa do diabo a tentativa de invasão pelo humilde sertanejo, sempre cercado de apoiadores mas também de aproveitadores de todo tipo, e é claro como não poderia deixar de ser, os políticos de ocasião, além de sua inseparável, mas esgotada mulher.
As promessas tem, que ser cumpridas a qualquer preço reza a crendice popular.
E especialmente, quando se deixa de ser oposição e passa-se a ser vitrine, ou telhado, ou situação.
O novo Governador do DF sabe bem onde deve iniciar sua caminhada, ou calvário, para ser bem sucedido, ele que já se mostrou decidido e com atitude de quem já desceu do palanque e sabe a grave situação que vai herdar do já quase ex-governador Agnelo Queiróz.
Mas sabe também que tem que fazer concessões e não serão poucas, para ter o apoio de uma Câmara Legislativa, surrada, gasta e mal vista pela maioria da população, que votou muito mais em amigos e padrinhos, do que em partidos, promessas e boas expectativas.
E na sua caminhada, podem ter certeza, a sua cruz será exatamente aquela feita pelas promessas não cumpridas, como a de eleições para administradores regionais, já sinalizadas com o carimbo de “impossíveis”, pelo menos nos dois primeiros anos de governo, em função dos muitos impeditivos e barreiras burocráticas e legais, no que tange ao corpo constitucional do Distrito Federal.
Para se compreender este fundamento de como as coisas vão funcionar, basta ver que um dos principais custeadores das campanhas de bom número de distritais eleitos, encontra-se preso por desvio de dinheiro público.
Qual a consequência disso? Vai ser aquela máxima de novo no estilo popular que diz; “Em tempo de farinha pouca, meu pirão primeiro”, que faz lembrar o que sempre acontece com novos governos: Todos querem e pedem, e quem tem juízo obedece e dá, ou cede, ou então adeus a tal governabilidade.
Espera-se que Rodrigo Rollemberg chegue ao final do seu governo com a mesma popularidade que José Roberto Arruda desfrutou quando foi o único governador eleito pelo DEM, a mais alta já vista em todo ao país até 2010, quando sua “cruz”, despencou-lhe das costas, vitimada pela funesta e dizimadora “Caixa de Pandora”, quando já começava a pavimentar sua estrada para um segundo mandato, e que encerrou algumas carreiras e fez com outras nas sombras de nomes crucificados à época, renascessem no último pleito, elegendo suas crias, num processo de renovação da política do DF, extremamente contestado por alguns, mas consagrados pelos mesmos votos que elegeram Rodrigo Rollemberg. Quando já começava a pavimentar sua estrada para um segundo mandato.
Apoio popular não faltará a ele que já é considerado o primeiro governador da Geração Brasília, como já foi apelidado, e navega nas águas tranquilas de um início de mandato que lhe caiu no colo, por incompetência do mesmo Arruda que ficou pelo meio do caminho, num castigo eterno e definitivo, que só os milagres das tão criticadas urnas e das decisões populares por meio do voto, podem explicar.

Que Rodrigo Rollemberg tome a sua cruz e siga em sua jornada, hoje muito mais vigiada e acompanhada, pelas facilidades das informações pelas redes sociais, elas que tiveram participação a mais importante nestas eleições, e tenha condições de, para o bem do povo e das novas gerações do DF, realizar o sonho de uma capital e suas cidades bem melhores que aquela que sem dúvida ele vai receber, deficitária e sem nenhum dos seus problemas resolvidos, malgrado tantas promessas “estreladas”, por parte do mais rejeitado governador que já tivemos.
Boa sorte ao novo Governador e boa sorte a todos nós!

Opinião, Karlão-Sam

Você pode gostar de...

0 comentários

Criticas ou sugestões?

Nome

E-mail *

Mensagem *

Visitantes