A DRAMÁTICA SITUAÇÃO DO PRESÍDIO DA PAPUDA NO DF!

22:56Carlos Alberto-Jornalismo,isento e sem compromisso com mentiras.!

É DRAMÁTICA A SITUAÇÃO DOS PRESOS NA PAPUDA DF!

É DRAMÁTICA A SITUAÇÃO DOS PRESOS NA PAPUDA!
Será que os xerifes que comandam o sistema penitenciário do DF, na sua vara de execuções penais sabem disso?
Os presos estão proibidos de receber qualquer tipo de alimento por parte de seus familiares, incluindo, qualquer tipo de frutas.
E aquela deputada, do PT, que apesar do partido que a reelegeu,Será que os xerifes que comandam o sistema penitenciário do DF, na sua vara de execuções penais sabem disso?
Os presos estão proibidos de receber qualquer tipo de alimento por parte de seus familiares, incluindo, qualquer tipo de frutas.
E aquela deputada, do PT, que apesar do partido que a reelegeu, e que tem um grande coração e se preocupa em humanizar ou suavizar dentro dos limites mínimos de humanidade a  situação caótica dos presídios do DF, mesmo que eles tenham errado e tenham que pagar por isto, e que neste dias de fim de desgoverno Agnelo, estão passando tomem nota, literalmente, a arroz e batatas, isto mesmo, arroz e batatas, estão vendo as doações que elas manda, serem desviadas e vendidas?
Depois não digam que não foram visados!

A POLÊMICA DOS “SAIDÕES”
Brasília – A saída temporária de fim de ano beneficiou  em 2013, 1.294 detentos no Distrito Federal.

No dia 24 de dezembro de 2013, a presidenta Dilma Rousseff concedeu o indulto natalino aos condenados a até doze anos que tinham cumprido um terço da pena e não eram reincidentes; aos detentos que tinham mais de 60 anos ou que tenham filhos com menos de 18 anos.

Pessoas com deficiência também foram beneficiadas com o indulto concedido após o Ministério da Justiça ter acolhido pedido do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.
O Complexo Penitenciário da Papuda é composto pelo Centro de Detenção Provisória, pelo Centro de Internamento e Reeducação, pelas penitenciárias de segurança máxima I e II, destinadas a presos no regime fechado.
O Centro de Progressão Penitenciária, para o regime semi-aberto, e a Penitenciária Feminina também fazem parte do complexo.
Os presos beneficiados pelo “saidão” de Natal, que cumprem pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, reclamaram que, diferentemente dos demais detentos, os condenados do mensalão recebem visitas na área administrativa da cadeia e “são bem tratadinhos”.
O primeiro ônibus com os beneficiados saiu às 9h22 do presídio com destino à Rodoviária do Plano Piloto.


O clima era de euforia no veículo lotado. Uma das primeiras palavras gritadas por um dos detentos foi “feliz Natal” e “o mensalão tá aí”.
Almir Mendes, de 60 anos, condenado por tráfico de drogas, informou que ele e outros presos precisaram ser removidos das celas. “Tiraram a gente de umas celas para colocar os presos do mensalão. Não encontro o grupo com frequência, mas já vi todos a distância.
A visita deles é na administração. Eles estão sendo bem tratadinhos. Os outros são numa área externa”, afirmou. Ele defendeu que todos os detentos precisam de cuidado. “A pessoa presa tem que ser bem tratada mesmo. A prisão já é uma punição. Estou muito feliz por poder passar o Natal com minha família. Tenho certeza de que vou partir para outra. O crime não compensa”, disse enquanto esperava o ônibus para visitar a família em Samambaia.
Os principais condenados pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão estão presos na Papuda desde 16 de novembro. Como eles não cumpriram o mínimo de um sexto da pena, não têm direito ao benefício de passar o Natal com a família. “
A gente se cruza lá dentro. Ficamos na ala do lado da deles. Mas eu vou falar uma coisa para você: não gosto dos camaradas.
Eles são os verdadeiros serial killers do país”, afirmou José Mourão Farias, de 63, um dos contemplados pela liberação da penitenciária.
Ele preferiu não comentar sobre os crimes que teria cometido. Disse apenas que cumpre pena de três anos e três meses. “Agora só falta um ano”, comemorou, ao ver o filho que o aguardava de carro do lado de fora do complexo. Segundo o detento, a maioria dos presos de sua ala trabalha durante o dia e, por isso, eles têm pouco contato com os condenados do mensalão.
Nada de ceia Algumas pessoas que estiveram na porta da Papuda para receber os parentes se decepcionaram ao ver que eles não estavam na primeira leva de presos.
Mães choraram achando que os filhos não viriam mais. Porém, outros ônibus saíram da penitenciária.
No total, segundo a Secretaria de Segurança Pública, 1.328 presos foram beneficiados no “saidão”, incluindo 200 mulheres, que deixaram a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, no Gama, conhecida como Colmeia.
“Estou muito feliz com a saída do meu irmão. É o primeiro saidão dele em quatro anos de prisão. Vamos passar o Natal com a família”, contou uma irmã que preferiu não se identificar.
O primeiro ônibus com 40 presos, todos de branco, chegou à Rodoviária do Plano Piloto às 9h50. Assim que o veículo parou, os detentos comemoraram. Muitos gritaram ao descer do coletivo. O ônibus chegou escoltado por duas patrulhas da Polícia Civil. Um grupo de policiais militares acompanhou a dispersão a distância.
O detento Jorge Muniz, de 33, disse que observa com frequência condenados do mensalão que estão no semiaberto. “Eu vejo sempre eles de longe. Não tenho muito contato. Não sei se eles estão tendo privilégios”, afirmou. Jorge cumpre pena por assalto e vai passar o Natal com a família em Samambaia. “O clima lá dentro está normal como sempre”. A Secretaria de Segurança Pública informou que os presos não terão direito à ceia de Natal. O cardápio é o de sempre: arroz, feijão, salada, carne e um suco.
AS AMEÇAS DE REBELIÃO POR CAUSA DOS “MENSALEIROS” E SEUS PRIVILÉGIOS.
Uma suposta ameaça de fuga e rebelião  na Papuda, na próxima terça-feira, véspera do Natal, foi denunciada por três juízes substitutos da Vara de Execuções Penais (VEP) do DF. O clima de tensão teria sido provocado pela chegada dos presos do mensalão.
Os magistrados também denunciaram uma sabotagem por parte dos agentes penitenciários. Embora os servidores do presídio neguem envolvimento no caso, admitem que há uma fragilidade na segurança causada pelo deficit de servidores.
O caso foi noticiado pelo  jornal O Globo.  A assessoria de imprensa do TJDFT confirmou ao Jornal de Brasília os pedidos de transferência dos juízes, mas explicou que a solicitação foi negada pelo   vice-presidente, desembargador Sérgio Bittencourt. Depois, as denúncias foram encaminhadas à presidência do tribunal. 

Segundo os autores do pedido, o clima de inquietude no presídio foi causado pelas regalias concedidas aos presos do mensalão. Entre os privilégios estava um dia especial de visitas, às sextas-feiras, sem enfrentar filas. Porém, a deliberação foi derrubada pelos   juízes substitutos da VEP, uma vez que eles deveriam receber tratamento igualitário ao dos outros presos.
De acordo com o subsecretário Cláudio de Moura Magalhães, da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe),  não existem privilégios aos presos do mensalão.
“O que existem são regalias aplicadas para todos os detentos que têm bom comportamento”, argumenta.
Magalhães ressalta que o tratamento “diferenciado” tinha como objetivo garantir a segurança dos detentos. “Os parlamentares, bem como ex-policiais, são pessoas em situação de vulnerabilidade e possíveis vítimas de sequestro”, diz.
Fugas
O subsecretário explicou que os assuntos referentes às rebeliões são tratados com frequência pela Sesipe.  “Existe um núcleo de inteligência em cada presídio e a Gerência de Inteligência da Sesipe, com o objetivo de apurar fugas e rebeliões. Não tenho conhecimento de sabotagem nem de rebelião. Na reunião da semana passada, discutimos vários assuntos, inclusive sobre inteligência e rebelião. Mas isso ocorre o tempo todo, não houve uma reunião específica com essa finalidade”, concluiu.
Efetivo é insuficiente, diz sindicato
A possibilidade de participação de agentes em uma   suposta rebelião é descartada pelo presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Leandro Alan Vieira. “O sindicato repudia essa acusação. Os servidores do DF jamais participariam disso”, assegura.
Ele confirma que os boatos  são rotineiros. “Todos os anos, quando se aproxima do Natal ou Ano Novo,  essa ameaça surge. Portanto, não há qualquer ligação com a chegada dos mensaleiros”, diz.
Por outro lado, Vieira destaca que a vigilância dentro da Papuda é prejudicada devido ao baixo número de agentes penitenciários. “Hoje temos 1,5 mil servidores e 12,5 mil detentos. Precisaríamos de, no mínimo, mais mil. Estamos no nosso limite”, pontua.
Segundo ele, somente em 2013 foram evitadas quatro tentativas de fuga. “A estrutura é péssima, as paredes são muito frágeis, mas mesmo assim conseguimos impedi-las.
Como temos essa deficiência de servidores, precisamos redobrar a atenção”, disse.

Ponto de Vista

Para o especialista em segurança pública da Universidade Católica de Brasília (UCB)  Nelson Gonçalves, um dos principais problemas neste caso é a ideia de tratamento diferenciado. “Isso provocou um descontentamento de toda a massa carcerária e talvez até dos agentes penitenciários”, afirmou. “Uma outra questão é a precariedade do sistema.

Ele está sobrecarregado. O número de detentos é muito superior ao que a penitenciária pode atender. Esses são os elementos necessários para criar um clima de insatisfação”, analisa. Para solucionar a situação, o especialista recomenda uma revisão nos procedimentos. 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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