POLICIA DO DF PRENDE QUADRILHA QUE AJUDAVA GRILEIROS EM SÃO SEBASTIÃO. SERVIDOR DA SEOPS FAZIA PARTE

19:21Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!

SERVIDOR DO GDF É PRESO SUSPEITO DE VAZAR INFORMAÇÕES A GRILEIROS.


Ele era responsável por fiscalizar invasões em áreas de preservação.
Servidor se manteve em silêncio; outras 7 pessoas também foram presas.

Um servidor do governo do Distrito Federal cedido à Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops) foi preso na manhã desta quinta-feira (18) suspeito de repassar informações a um grupo de grileiros sobre vistorias e fiscalizações realizadas em São Sebastião. Outras sete pessoas suspeitas de integrarem o grupo também foram presas.
De acordo com o delegado-chefe da 30ª DP, Érito Cunha, Morvan Jorge de Carvalho estava na função de agente operacional da Seops e era responsável por fiscalizar denúncias em áreas de preservação permanente e invadidas.
Na delegacia, Carvalho não deu declarações. Ele também se manteve em silêncio durante depoimento.
"Ele era o contato do grupo. Ele avisava quando haveria fiscalização e foi beneficiado financeiramente. Possivelmente participava dessa venda, dessa negociação dos lotes", afirmou Cunha. De acordo com o delegado, foram apreendidos R$ 15 mil na residência de Carvalho em Samambaia. O delegado não soube informar quanto o servidor recebia para ajudar o grupo.
De acordo com o delegado, a investigação teve início a partir de denúncias anônimas e de um flagrante realizado pela policia por desmatamento e parcelamento de solo há cerca de quatro meses. Desde então, a polícia vem investigando o grupo.
Os grileiros atuavam em vários bairros de São Sebastião. Eles escolhiam uma área, desmatavam o local e faziam o parcelamento e a venda dos lotes. A última atuação do grupo foi no bairro Morro da Cruz, também em São Sebatião.
"Esse bairro cresceu de forma totalmente desordenada, muito de grilagem e invasão de terra, só que existia uma área de preservação lá e esse grupo quase que destruiu essa área toda para demarcação de lotes", disse o delegado.
Os suspeitos irão responder por crimes ambientais, parcelamento irregular do solo e associação criminosa. Carvalho também responderá por corrupção ativa e, se comprovado que os outros sete suspeitos pagavam o servidor por informações, eles responderão também por corrupção passiva.

g1.globo.com/distrito-federal

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