A GRANDE MENTIRA DA REFORMA POLÍTICA QUE PASSARAM PARA VOCÊ; NÃO MUDA NADA E AINDA ACABA COM A TRANSPARÊNCIA!

17:22Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!

REFORMA POLÍTICA PARA ENGANAR O POVO:
UMA REFORMA QUE ACABA COM A TRANSPARÊNCIA E REGRIDE AO PERMITIR DOAÇÕES DE CAMPANHA PARA PARTIDOS.
Hoje a Câmara Federal votou para esconder os nomes das empresas doadoras. Entregaram o país. 
É o sistema eleitoral viciado pelo abuso de Poder Econômico elevado à milésima potência. 
Graças à reforma política aprovada na Câmara dos Deputados, as próximas eleições serão as primeiras em que 100% do financiamento empresarial de campanhas será feito por meio de doações ocultas - aquelas em que é impossível detectar o vínculo entre empresas financiadoras e políticos financiados.
DOADORES:
Eles como sempre fizeram, serão os responsáveis pelas eleições de quem quiserem, nas próximas campanha e em todos os níveis:Federal estadual e municipal no Brasil todo.
O Grupo JBS
é o maior doador com R$ 112,7 milhões. O valor foi dividido entre PT (25,5%), PSD (14,5%), PMDB (12,6%), PP (11,7), PR (10,8%) e outros (25%)
Construtora OAS
A construtora OAS contribuiu com R$ 66,7 milhões para os cofres dos políticos. Desse montante, 47,4% foi para o PT, 18,9% para o PMDB, 11,1% para o PSDB, 5,2% para o PSB e 17,3% foi dividido entre outros partidos
Grupo Vale
O Grupo Vale, do setor de mineração, depositou R$ 52,9 milhões nas contas dos comitês eleitorais. O PMDB ficou com 39% desse valor, seguido do PT, com 27,3% e PSDB, com 8,6%. Os outros partidos dividiram os 25,1% restantes
Ambev
Detentor das marcas Brahma, Skol, Antarctica, entre outras, o Grupo Ambev é o quarto maior financiador de campanhas eleitorais com R$ 41,5 milhões. O dinheiro foi dividido entre PMDB (28,6%), PT (26,6%), PSDB (19,5%) e outros partidos (25,4%)
Construtora Andrade Gutierrez
A quinta maior doadora também é do setor da construção civil. Com R$ 33 milhões, a Andrade Gutierrez aumentou os caixas do PT (47,9%), PSDB (38,4%), PMDB (9,1%) e outros partidos (4,6%).
Bradesco
O grupo doou pouco mais de R$ 30 milhões às campanhas eleitorais. Desse valor, 31,3% foi para o PSD, 28,9% para o PT, 22,4% para o PMDB e 17,4% para o PSDB. A empresa é sexto maior doador.
UTC Engenharia
A UTC Engenharia doou R$ 30 milhões para as campanhas políticas. Quase metade, 45,5% foi para o PT. O restante foi dividido entre PC do B (10,4%), PSDB (9,2%) e demais partidos (35,1%)
Queiroz Galvão
O grupo Queiroz Galvão aparece em oitavo na lista, com a doação de R$ 25,4 milhões. O PMDB foi beneficiado com 28,5%, seguido do PT, com 17,5%, e do PSD, com 11,6%. O 42,4% restante foi compartilhado entre os demais partidos
Odebrecht
A construtora doou R$ 22,8 milhões, divididos entre PT (22,3%), PSDB (18,7%), DEM (17,8%) e demais partidos (41,2%)
BTG Pactual
Na última posição da lista, o banco BTG Pactual contribuiu com R$ 17,4 milhões para as campanhas eleitorais. Quase metade, 47%, foi para os cofres do PT. O PMDB aparece logo atrás com 32,1%, seguido do PSDB com 12,3%. Os 8,6% restantes foram divididos entre os demais partidos.

A reforma votada na última terça-feira (8) pelos deputados acaba com a transparência nas relações entre doadores e candidatos, que atingiu seu ápice nas eleições de 2014, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou uma brecha para banir as doações ocultas.

Até o ano passado, uma empresa que não queria ter seu nomes vinculado a determinado candidato fazias doações não diretamente a ele, mas a seu partido. Depois, o partido repassava os recursos ao candidato. Este, ao prestar contas de sua campanha, registrava ter recebido recursos não da empresa, mas do partido. Assim, ocultava a identidade de seus financiadores.

Em 2014, porém, o TSE editou uma resolução que obrigou os candidatos a registrar em sua contabilidade o "doador originário" do dinheiro que transitou pelo partido - ou seja, mesmo nos casos em que o partido atuou como intermediário, foi possível detectar quais empresas doaram recursos para cada campanha.

A partir de 2016, as empresas estarão proibidas de doar diretamente aos candidatos, mesmo se quiserem - os recursos obrigatoriamente terão de ir para os partidos, que depois os distribuirão entre as campanhas. E o TSE não poderá mais determinar a identificação dos doadores originários, porque isso estará vetado pela legislação. A reforma política estabelece que as prestações de contas sejam feitas "sem individualização dos doadores".

O fim da transparência nas doações impedirá o mapeamento dos interesses empresariais nos governos e no Congresso. Também atrapalhará determinadas investigações sobre corrupção. Se essa regra já estivesse valendo nas eleições passadas, por exemplo, não seria possível identificar os políticos que tiveram suas campanhas financiadas por empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato.

Aprovada tanto na Câmara como no Senado, a reforma seguiu para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Em tese, ela pode vetar o artigo que trata das doações ocultas, mas é improvável que o faça, para evitar mais desgastes políticos. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é o principal articulador do acordo que resultou no texto aprovado pelos deputados.

Reação

A institucionalização das doações ocultas foi apenas uma das dezenas de alterações promovidas pelo relator da reforma política na Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no projeto aprovado na semana anterior pelos senadores. O texto que saiu do Senado, por exemplo, nem sequer admitia a participação de empresas no financiamento de campanhas.

Os senadores aprovaram uma proposta de reforma com vários dispositivos que tendiam a reduzir a fragmentação partidária no Congresso e a fortalecer os maiores partidos. Esses aspectos foram quase todos eliminados quando os deputados votaram a reforma, na terça-feira passada.

A Câmara impediu, por exemplo, que 23 partidos médios e pequenos perdessem acesso aos recursos públicos do Fundo Partidário. Somadas, essas legendas teriam deixado de receber R$ 350 milhões por ano se os deputados não tivessem eliminado uma regra, aprovada pelos senadores, que reservava os recursos do Fundo Partidário apenas aos partidos com diretórios permanentes em pelo menos 10% dos municípios brasileiros até 2016, e em 20% até 2018. Atualmente, apenas 9 dos 32 partidos atendem a essa exigência (PT, PMDB, PSDB, PDT, PC do B, PP, PPS, DEM e PSB).

Os deputados também revalidaram as coligações em eleições para a Câmara. Os senadores haviam tornado inócuas essas coligações ao determinar que as vagas de deputados fossem distribuídas de acordo com o desempenho de cada partido, independentemente de sua participação em aliança ou não.

Se não houvesse coligações nas eleições de 2014, por exemplo, apenas 22 partidos conquistariam cadeiras na Câmara, em vez dos 28 que hoje estão lá representados. 
Além disso, haveria ampliação do peso dos maiores partidos: juntos, PT, PMDB e PSDB ganhariam 84 cadeiras.
http://www.brasilpost.com.br/
Estadão Conteúdo

Publicado: 14/09/2015 

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