LINCHAMENTO PÚBLICO EM SÃO LUIZ NO MARANHÃO-4 MESES DEPOIS OS CULPADOS NÃO FORAM PRESOS E JULGADOS.

19:41Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!























QUATRO MESES APÓS LINCHAMENTO NO MARANHÃO, NENHUM DOS OITO INDICIADOS PELO CRIME ESTÁ PRESO

“Infelizmente, a Justiça brasileira é assim”, lamenta o lanterneiro Antônio Pereira da Silva, pai de Cleidenilson Pereira da Silva, ao ser informado de que, até o momento, ninguém foi preso pela morte do filho. Aos 29 anos, no último dia 6 de julho, o rapaz foi amarrado a um poste e espancado após tentar roubar um bar em São Luís, capital do Maranhão. Evitando se estender sobre o assunto, como quem já se resignou, Antônio faz um apelo às autoridades:
— A gente sabe que é uma coisa difícil, ainda mais em se tratando de uma vítima pobre e negra. Mas, no fim das contas, tudo o que podemos fazer é torcer para que, lá na frente, sabe-se lá quando, a decisão final acabe caindo nas mãos de pessoas sérias.
Quatro meses e meio após o crime, todos os agressores seguem normalmente em liberdade. A polícia indiciou, em agosto, oito suspeitos: Waldecir Almeida Figueiredo, dono do estabelecimento; Ivan Santos Figueiredo, filho do proprietário; Elio Ribeiro Soares; Marcos Teixeira Barros; Ismael de Jesus Pereira de Barros; Cícero Carneiro de Meireles Filho; Alex Ferreira Silva Souza; e Raimundo Nonato Silva. O caso corre, agora, na 2ª Vara do Tribunal do Júri.
Até o dia de sua morte, Cleidenilson jamais havia respondido na Justiça por qualquer delito, tampouco tinha passagens pela polícia. Quando tentou assaltar o bar armado com um revólver, ele estava acompanhado de um menor de 17 anos. Também alvo das agressões, o adolescente precisou fingir-se de morto para escapar da sessão de espancamento.
— Os oito foram indiciados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e sem oferecer defesa) e tentativa de homicídio, e a pena pode chegar a 30 anos de reclusão. Eu, inclusive, pedi a prisão preventiva de todos — afirmou o delegado Guilherme de Souza Filho, da Delegacia de Homicídios da capital maranhense.


extra.globo.com 

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