CÂNCER DE MAMA: NÚMEROS DO DF ASSUSTAM MAS FALTA EMPENHO DO GDF PARA INCREMENTAR OS MEIOS DE TRATAMENTO

22:50Carlos Alberto-Jornalismo sério

 O Distrito Federal tem seis mil pacientes em tratamento contra o câncer. Eles sofrem com as faltas de medicamentos, com as demoras nas consultas e atendimentos e a falta de vagas para fazer quimioterapia.
O Distrito Federal é uma das unidades da federação com maior incidência de câncer de mama do Brasil. De acordo com estimativas do Inca (Instituto Nacional do Câncer), o DF tem 62,88 casos para cada 100 mil mulheres e fica atrás do Rio de Janeiro (96,47), Rio Grande do Sul (87,72) e São Paulo (73,21).
A incidência da doença vem aumentando no DF nos últimos anos. A estimativa para 2015 é de 900 casos, sendo que há dois anos era de 700 casos.

“A incidência de câncer de mama tem crescido no mundo todo. Estamos cada vez mais expostos à radiação, à alimentação com agrotóxico etc.”
 Carolina Fuschino, presidente da regional do DF da Associação Brasileira de Mastologia, credita o aumento aos hábitos cada vez mais urbanos. “A incidência de câncer de mama tem crescido no mundo todo. Estamos cada vez mais expostos à radiação, à alimentação com agrotóxico etc.”, disse.

A taxa de mortalidade, no entanto, se manteve estável no DF. De acordo com um estudo da Universidade Federal de Goiás, a taxa tem oscilado em torno de 13 para cada 100 mil mulheres nos últimos cinco anos.
Campanhas
Carolina acredita que eventos como o Outubro Rosa aumentam a procura por exames e permitem o diagnóstico precoce da doença, o que facilita a cura. A campanha existe no mundo todo há 15 anos. No DF, é promovido pela Secretaria de Saúde. Neste mês, 400 consultas foram agendadas no Hospital de Base e devem ser realizadas até o fim do mês.

“O acesso às mamografias no DF este ano foi dificultada pela falta de aparelhos funcionando na rede da secretaria e pela falta de funcionários"
Carolina Fuschino, presidente da regional do DF da Associação Brasileira de Mastologia

“O acesso às mamografias no DF este ano foi dificultada pela falta de aparelhos funcionando na rede da secretaria e pela falta de funcionários para realizar o exame. O ideal no DF seria realizar em torno de 150.000 mamografias ao ano, este ano talvez cheguemos a 8.000 na rede pública”, disse Carolina, que também é mastologista do Hospital de Base.

Números
De acordo com dados da Saúde, no ano passado, foram 65 mil mamografias realizadas na rede pública. Esse quantitativo corresponde a um aumento de 44% em relação aos 45 mil exames feitos em 2013.

Desde janeiro, o Hospital de Base fez mastectomia em 100 mulheres. No ano passado, foram 450 cirurgias e 225 pessoas morreram em razão da doença no DF.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo, depois do de pele não melanoma, e responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. A incidência da doença aumenta progressivamente após os 35 anos, especialmente após os 50.

A incidência de câncer de mama é maior em estados mais desenvolvidos, como mostra o mapa. O Inca explica que isso acontece porque, em regiões mais desenvolvidas, a presença de fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama é maior. São eles: envelhecimento populacional (maior expectativa de vida) e a vida reprodutiva da mulher (nuliparidade, primeira gravidez tardia, menor número de filhos, menor prática de aleitamento materno).


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