ESTUPRO NO RIO DE JANEIRO-O ESTADO SABIA QUE A JOVEM VÍTIMA CORRIA RISCOS

18:25Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!

ESTADO SABIA QUE VÍTIMA DE ESTUPRO COLETIVO CORRIA RISCO HÁ 3 ANOS


Casa onde aconteceu o crime era chamada de

abatedouro 

Foto: Freelancer / Agência O Globo



ESTADO SABIA QUE VÍTIMA DE ESTUPRO COLETIVO CORRIA RISCO HÁ 3 ANOS
— Ela vem de um ambiente familiar muito adoecido. E desde cedo, sozinha, criou as estratégias dela para sobreviver. Quem pode julgar o que está certo ou errado? É uma infância violenta, apesar de estar em seio familiar e ser criada em um bairro de classe média (Jacarepaguá) — explica uma das funcionárias que atenderam X.. — Nós vivemos uma sociedade machista. Ela é vítima e está sendo julgada. Que homens são esses que a gente também está formando? Como são capazes dessa barbárie. E as pessoas assistem ao vídeo e não se dão conta da perversidade? Eles não tinham esse direito.
Durante anos, passo a passo, X. foi soltando os laços com família e escola, apesar da luta da avó materna. E submergiu num mundo paralelo. Em 2014, vivia no Morro da Serrinha, com um “marido”. Ostentava roupas de grife e celulares de última geração. Bonita, bem articulada, ela se recusava ao tratamento em uma casa de acolhida.
— Foram apenas dois dias com ela, mas muito marcantes. Fazíamos um trabalho de convencimento, persuasão. Ela estava muito violenta. Agrediu o pai, pegou o bebê de qualquer jeito, ele acabou ficando vulnerável. Queria fugir, depois aceitou. Mas no dia seguinte, viu televisão, jantou, tudo como a rotina, mas depois não estava mais lá — conta uma funcionária:
— A gente sente muita dor de imaginar o que aconteceu.
Vídeo
O caso da menor estuprada veio à tona após um vídeo em que a adolescente aparece nua e desacordada ser publicado nas redes sociais.
Estupro
Nas imagens, é possível ver dois homens manuseando o corpo da menor. Há também selfies feitas por suspeitos com a adolescente nua.
Advogada
Inicialmente, a jovem teve assistência jurídica da advogada Eloisa Samy Santiago. Ela deixou o caso a pedido da família da adolescente, quando a menor passou a integrar um programa federal de proteção a pessoas ameaçadas de morte.
Afastado
Após acusação da defesa da jovem de que o delegado Alessandro Thiers insinuou que a culpa pelo crime era da vítima, a Polícia Civil afastou-o da coordenação das investigações.
A delegada Cristina Bento assumiu as investigações, disse estar convicta de que houve estupro e pediu a prisão de seis suspeitos.
A internação compulsória de um menor de idade para tratamento só pode ser realizado mediante decisão judicial. Especialistas consultados pelo EXTRA apontam que o artigo 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) abre essa possibilidade.
O texto diz que “as medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta lei (o ECA) forem ameaçados ou violados em razão de sua conduta”. A interpretação é de que, por isso, a família pode pedir a internação baseada em um lado psicossocial atestando a necessidade do tratamento.
Esse pedido pode ser feito no Plantão Judiciário (Av. Erasmo Braga 115, Centro) ou através de advogados particulares ou da Defensoria Pública (Avenida Marechal Câmara 314, Centro), que levará o caso ao Juizado da Infância e da Juventude.
O Conselho Tutelar não tem poder para determinar essa internação por uma decisão administrativa — já que a internação pressupõe a privação de liberdade do adolescente.






http://extra.globo.com/

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1 comentários

  1. Complicado essa situação, porém não é nem uma novidade isso.
    Deve ter vários vasos iguais que não repercute como esse que apareceu na mídia !!!

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