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15 ANOS DE CADEIA PARA PM QUE MATOU VIZINHO POR CAUSA DE UMA DISCUSSÃO NO WATTS APP.

22:44Carlos Alberto-Jornalismo,isento e sem compromisso com mentiras.!

PM QUE MATOU VIZINHO APÓS BRIGA PELO WHATSAPP NO DF É CONDENADO A 15 ANOS DE PRISÃO
José Arimateia Costa se 'aborreceu ao ver uma marca de cuspe na varanda do apartamento', diz processo. Crime foi ano passado, em Samambaia.
Justiça do Distrito Federal condenou a 15 anos e 6 meses de prisão o policial militar reformado José Arimateia Costa por matar o vizinho do andar de cima, Adilson Ferreira Silva, depois de um desentendimento em um grupo de mensagens no WhatsApp do condomínio. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (24). Cabe recurso.
O crime aconteceu no dia 7 de setembro do ano passado, em Samambaia. Na ocasião, o acusado se "aborreceu ao ver uma marca de cuspe na varanda de seu apartamento".
José Arimateia foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil. O G1 não localizou a defesa do réu.

José Arimateia Costa é PM reformado (Foto: TV Globo/Reprodução)
Segundo as investigações, a discussão começou por volta de 18h, por celular. Um registro da conversa mostra que o policial militar mostrou a mancha branca que apareceu na varanda do apartamento (veja imagem acima). Ele acusa o vizinho de ter "cuspido pasta de dente" pela janela.
Após a discussão virtual, o PM atirou duas vezes contra Silva. O vizinho, que tinha 36 anos, foi atingido no tórax e morreu no local. A vítima era casada e tinha um filho que havia recém completado três meses.
'Circunstâncias reprováveis'
Apartamento onde PM reformado matou vizinho por causa de briga em aplicativo de conversa (Foto: TV Globo/Reprodução)
No entendimento do juiz que julgou o caso, "as circunstâncias do crime são reprováveis", pois a execução se iniciou na porta da casa da própria vítima e se consumou na sala, "tudo na presença de sua companheira".
Além disso, o magistrado afirma que os disparos que atingiram Adilson foram feitos "mesmo diante do apelo desta [mulher], que rogou pelo amor de Deus no momento da desavença".
Durante o processo, a defesa alegou, no entanto, que o homicídio ocorreu por "legítima defesa". Os advogados pediram, ainda, o afastamento das qualificadoras alegadas pela promotoria pelo fato de o crime ter sido cometido, supostamente, "sob violenta emoção" e após "injusta provocação da vítima".
Arimateia está preso desde o ano passado na carceragem da polícia, no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele foi detido, no Gama, dois dias depois de cometer o crime. O réu poderá recorrer da sentença, mas na mesma condição.
Relembre o caso
O crime aconteceu na noite do feriado de 7 de setembro. Costa e o vizinho Adilson Silva, 36, discutiram em um grupo de mensagens do condomínio onde moravam, em Samambaia.
De acordo com a Polícia Civil, depois da troca de mensagens Costa foi até o apartamento de Silva, onde voltaram a discutir e entraram em luta corporal. Em seguida, o policial reformado sacou uma arma e disparou contra o vizinho.
Depois do crime, Arimateia fugiu de carro. Imagens das câmeras de segurança do condomínio registraram o momento da fuga (veja abaixo).
A discussão
A discussão começou às 18h, por mensagens trocadas no WhatsApp. Em uma imagem, o policial militar José Arimatéia Costa mostrou uma mancha branca que apareceu na janela do apartamento, e acusou o vizinho de cima de ter "cuspido pasta de dente" pela janela.
Em resposta, Silva enviou uma sequência de mensagens e áudios, em que negava a "autoria" da mancha e chamava o vizinho para resolver as coisas "pessoalmente".
"Meu irmão, você tá a afim de resolver sua porra, você venha pra cá e fale, tá bom? Não venha pra cá botar porra de grupo. Você não sabe o que tá falando, não. [...] Cheira essa desgraça aí e veja se é uma pasta de dente, rapaz! [...] Suba aqui pra gente conversar."
A discussão virtual cessou e, minutos depois, vizinhos ouviram tiros no apartamento de Adilson. Em um áudio enviado no mesmo grupo, uma mulher fala sobre o momento do crime. "Já acionei o 190 aqui para chamar a polícia. Mas foi um negócio, assim, violento, e eu vi na hora que ele disparou a arma".

G1-DF

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