ELEIÇÕES 2018-COM LULA E SEM LULA-PLANO A E PLANO B

07:59Carlos Alberto-Jornalismo,isento e sem compromisso com mentiras.!


ELEIÇÕES 2018-COM LULA E SEM LULA


Eleições: os ricos aguardam a autofagia dos candidatos


Com Lula à frente em todas as pesquisas - só empataria com o não candidato Sergio Moro - pode afirmar-se que a esquerda já têm candidato para as eleições de 2018. Caso Lula, em vez de presidente se torne presidiário, cenário igualmente provável, a esquerda ficaria órfã. Ou com excesso de pais e mães. Fernando Haddad, a nova geração petista não vem convencendo. Ciro Gomes, duas vezes candidato derrotado, só emplaca no nordeste. Marina, a medalha de bronze nas duas ultimas eleições é a eterna incógnita, não sabe o que deseja da vida. Uma imensa confusão. Mas a esquerda têm um plano A. Mas o plano B é uma quimera, um sonho que desvanece e não acontece.
Mas no centro e na direita há confusão do mesmo tamanho. E por centro e direita entenda-se os donos do PIB brasileiro. Todos os empresários grandes e médios do país, o setor produtivo, o mundo corporativo, os bancos, a bolsa, os mercados. Todos eles juntos, praticamente sem exceção desejam um candidato de centro ou de direita.
Em reportagem no jornal brasileiro que melhor representa os donos do PIB - O Estado de S.Paulo - um punhado de gestores admite que não têm nenhuma certeza acerca de seu candidato. Só decidiram que apoiarão alguém. Um candidato que possa vencer Lula. Em reuniões, em jantares, no WhatsApp, os ricos discutem, discutem, discutem e não saem do lugar.
Há quem defenda, sem rodeios João Doria. Originário do mundo dos negócios, Dória, cujo slogan é "não sou político", arrancou feito um foguete nas pesquisas. E parou. Alckmin, o padrinho de Dória, também lançou sua candidatura. Mas não sai de pontuações baixas. Em simultâneo, o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, muito estimado no meio empresarial, também já se posicionou. O ministro não têm o menor apelo popular, mas viu o potencial eleitoral da população evangélica e chegou a gravar um vídeo pedindo que pentecostais e neopentecostais orem ao lado dele pela economia do país. João Amoedo, ex-banqueiro, e hoje líder do Partido Novo, não têm apelo popular e nem no meio dos ricos. Há Jair Bolsonaro, o ultradireitista, defensor da ditadura, da cura gay e da liberação das armas, cujo discurso social assusta os ricos tanto quanto Lula. A voz corrente no meio dos milionários é que Bolsonaro é um Lula de coturno, assusta muito.
A ideia dos ricos é esperar até o limite da campanha pela autofagia dos candidatos do centro e da direita. E só então escolher aquele em melhores condições de derrotar o poderoso Lula. Ou o resto da tropa de fracos candidatos de esquerda que o provável presidiário Lula escolher, de dentro da prisão. O herdeiro de um mártir.

Mário Sérgio Lorenzetto
www.campograndenews.com.br/colunistas

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