QUEM PAGARÁ Á FAMÍLIA DE MARIA APARECIDA POR SUA VIDA PERDIDA POR DISCIPLICÊNCIA MÉDICA NO HOSPITAL DE BASE? RODRIGO ROLLEMBERG QUE DESCONSTRUIU O HOSPITAL E SUA HISTÓRIA?

14:35Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!


QUEM PAGARÁ Á FAMÍLIA DE MARIA APARECIDA POR SUA VIDA PERDIDA POR DISCIPLICÊNCIA MÉDICA NO HOSPITAL DE BASE? RODRIGO ROLLEMBERG QUE DESCONSTRUIU O HOSPITAL E SUA HISTÓRIA?

A história de Maria Aparecida Silva de 74 anos vem demonstrar a verdadeira burocracia que impera no Instituto Hospital de Base.
Diagnosticada com um quadro cardíaco grave, a cidadã deu entrada no Instituto Hospital de Base e não resistiu e veio a óbito devido a burocracia que impera na Saúde do governo do Distrito Federal. O desabafo da médica Sandra Marques deixa claro a inoperância geral na gestão da saúde pública de Brasília.
Após insistentes tentativas de internar Maria Aparecida em uma UTI, a médica viu seus esforços frustados por não conseguir ao menos contato telefônico com ICDF para proceder uma angioplastia, que para a surpresa da médica não foi classificada como prioridade.
O trágico episódio evidência não só a falta de preparo mas também o caos na gestão. O depoimento da médica deixa claro a falta de insumos e equipamentos. Consta no relato de Sandra até mesmo a falta de gel para ser usado no desfibrilador e o sucateamento do equipamento vital para salvar vidas.
O descaso transformou leitos de pacientes em túmulos. E os responsáveis precisam ser punidos com o rigor da lei. E nada como a prisão, comprovada a culpa, dos maus gestores.
No ano passado, 1 mil 400 pessoas morreram na rede pública de saúde do Distrito Federal por falta de atendimento hospitalar.
Esse foi um dos assuntos mais debatidos na Câmara Legislativa na sessão desta terça, 11. E a pergunta que não quer calar partiu de Raimundo Ribeiro (MDB): “Isso é uma matança generalizada”, disse, referindo-se aos tristes números de 2017. E emendou: “Como é que o governador ainda está solto?”.

Os ataques a Rodrigo Rollemberg começaram quando o também deputado do MDB Wellington Luiz denunciou da tribuna a morte de uma mulher de 74 anos no Instituto Hospital de Base (IHB), por falta de atendimento adequado. Ele visitou o hospital no fim de semana, provocando um domingo polêmico após a ação de fiscalização.
Wellington citou um levantamento indicando a falta de leito na UTI, falhas em equipamentos e falta de medicamentos – quadro que resultou no óbito da paciente Márcia Aparecida Silva. Segundo o distrital, o Ministério Público já foi notificado e deve investigar o caso.
Ao fazer a denúncia, Wellington Luiz aproveitou para explicar o ocorrido durante a visita no final de semana, quando teve seu acesso barrado pela segurança do IHB. Segundo o deputado, identificou-se na recepção do hospital e explicou que visitava o hospital na condição de vice-presidente da Câmara Legislativa. Wellington lembrou, ainda, que estava armado, como policial civil (aposentado) que é.
O caso ocupou espaço na mídia.
“A imprensa vendida tenta desvirtuar o que aconteceu. Como os vídeos Impedido no início de realizar a inspeção, mostram, eu não saquei minha arma em nenhum momento, ao contrário do vigilante que tentou sacar a arma”, acusou o deputado.
Para o distrital, a segurança queria impedir que ele tivesse acesso aos documentos originais que comprovam a denúncia e a outras informações.
“Vamos ficar falando só sobre a discussão do deputado Wellington com um vigilante? Morreu uma pessoa, uma inocente, e isso não é divulgado pelas emissoras compradas pelo governo”, reclamou, embora sem citar nomes de veículos que, na sua opinião, ‘se venderam’ a Rollemberg.
O parlamentar também apresentou relatório médico sobre a existência de um paciente em isolamento com diagnóstico de meningite, havendo grande possibilidade de contaminação de outros pacientes, já que não há qualquer parede para isolar os doentes, apenas uma cortina. E completou:
“O governo entregou o hospital para que não pudéssemos fiscalizar. O IHB não integra hoje a administração direta ou indireta, então não podemos mais cumprir nosso papel lá”, desabafou.
Diversos deputados manifestaram apoio a Wellington Luiz e a ações de fiscalização em entidades que recebem recursos públicos. Celina Leão (PP) fez questão de destacar o artigo 15 do Regimento Interno da Câmara Legislativa, que garante acesso ao parlamentar, sem aviso prévio, para fiscalizar órgãos públicos.
Com informações de Brasíliadefato.com


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