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OURO! OURO! OURO! A NOVA CORRIDA DO OURO EM MATO GROSSO

15:47Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!


A CORRIDA DO OURO EM MATO GROSSO
Área de fazenda em Mato Grosso é invadida por garimpeiros
Notícia de que haveria ouro no local se espalhou e atraiu, segundo a polícia, duas mil pessoas que fazem o garimpo de forma perigosa e ilegal.
Área de fazenda em Mato Grosso é invadida por garimpeiros
Parte de uma fazenda se transformou numa região de garimpo ilegal no Noroeste de Mato Grosso. Milhares de pessoas estão entrando e saindo da propriedade depois que se espalhou a notícia de que existe ouro no local.

Do alto, a imagem impressiona: uma clareira no meio da Floresta Amazônica. 

Lá embaixo, um formigueiro de gente alimentando o sonho de ficar rico da noite para o dia. Um garimpeiro veio equipado para tentar encurtar caminho.
“É um equipamento para fazer pesquisa, chamado piupiu. Pesquisa de metais. A gente passa assim sobre a terra e ele identifica se tem o metal ou não tem”, disse o motorista Fernando dos Reis.
O garimpo ilegal fica dentro de uma fazenda no município de Aripuanã, região Noroeste de Mato Grosso. A notícia de que tem ouro no local se espalhou rapidamente.
A invasão na área começou há cerca de dois meses. O dono da fazenda foi até a delegacia e registrou queixa. Mesmo assim, não para de chegar gente.
Segundo a polícia, cerca de duas mil pessoas foram ao local e, nesta época do ano, a chuva transforma a estrada de acesso à fazenda num atoleiro.
Como não tem água no local, quem mora mais perto tira sacos de terra e analisa o material em casa mesmo.
A Polícia Militar está no local, mas só controla o fluxo de carros e motos.
“Nosso trabalho aqui é manter a ordem entre os garimpeiros. Aqui tem pessoas que trabalham na área do garimpo como pessoas que nunca mexeram com trabalho de extração de minérios”, explicou o sargento da PM, Rosino Antero de Souza.
À medida em que o tamanho das valas aumenta formando galerias subterrâneas, cresce a possibilidade de desmoronamento. Os garimpeiros assumem o risco em troca de alguns gramas de ouro. Dona Marlene chegou com a família de Juína, próximo à divisa com Rondônia. Viajou 250 quilômetros e diz que não encontrou nada. “Veio eu, meu esposo, um jovem também de Juína. Então já estamos indo embora, porque a gente viu que não compensa ficar."
O Departamento Nacional de Produção Mineral disse que recebeu a denúncia e entrou em contato com outras autoridades. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal afirmaram que abriram investigações. A empresa Nexa, que tem os direitos de mineração do local, disse que está acompanhando o caso.

G1 NACIONAL.

ATUALIZANDO:

 Em relação aos danos ao meio ambiente, a assessoria da Sema afirmou que os danos serão avaliados e que multas serão aplicadas aos proprietários do local.
É possível observar uma grande cratera já formada no local, que fica a cerca de 11 km do centro de Aripuanã.
Fotos e vídeos que circulam em redes sociais mostram centenas de pessoas tentando encontrar ouro e pedras preciosas.
Policiais militares já reforçaram o efetivo no local e aguardam a Polícia Federal.
Alguns garimpeiros que invadiram a terra já montaram acampamento, inclusive, há presença de uma retroescavadeira utilizada para abertura de um enorme buraco.
Local foi invadido por milhares de pessoas — Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF) afirmou, por meio de nota, que já iniciou as investigações sobre os envolvidos no garimpo ilegal na região de Aripuanã, a 976 km de Cuiabá.
Mais de 2 mil pessoas invadiram a propriedade rural em busca de ouro.
Conforme informações da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), a exploração subterrânea é de competência do governo federal e, por isso, é necessário aguardar a intervenção federal para que o estado possa tomar providências.

Essa não é a primeira vez que um garimpo ilegal é descoberto em Mato Grosso. Em 2015, milhares de pessoas invadiram um garimpo em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá.


À época, o local ficou conhecido como nava “Serra Pelada”, em referência a uma região localizada no estado do Pará que, na década de 1980, foi invadida por milhares de pessoas que buscavam enriquecimento por meio do garimpo.

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