featured

BRASIL TEM MAIS DE 300 BARRAGENS DE MINERAÇÃO QUE AINDA NÃO FORAM FISCALIZADAS E 200 COM ALTO POTENCIAL DE ESTRAGOS

20:09Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!


BRASIL TEM MAIS DE 300 BARRAGENS DE MINERAÇÃO QUE AINDA NÃO FORAM FISCALIZADAS E 200 COM ALTO POTENCIAL DE ESTRAGO

As barragens e seus riscos pelo brasil
Em geral, as barragens sem classificação são menores e consideradas de risco baixo, mas toda barragem que se rompe tem um dano, mesmo que seja só para os trabalhadores que estão ali todos os dias. Isso, de fato, precisa ser analisado", disse à BBC News Brasil Fabio Reis, presidente da Federação Brasileira de Geólogos e professor da Unesp de Rio Claro.
"Mas é natural que o foco principal das equipes sejam as estruturas maiores, que já se sabe que possuem mais risco e mais dano potencial."
Segundo a lista da ANA, o Brasil tem 13 barragens de mineração com risco de rompimento médio e dano potencial alto.
Outras 185 represas estão na mesma situação de Brumadinho, com risco considerado baixo, mas dano potencial alto.
Questionada pela BBC News Brasil, a ANA disse que, em alguns casos, é possível que algumas das barragens que ainda estão sem classificação ofereçam risco maior do que se imagina - caso a conservação delas não esteja sendo feita e informada corretamente.
País tem mais de 300 barragens que não possuem classificação de risco. 'Em geral, elas são menores, mas qualquer barragem que se rompe causa dano', diz especialista
Como ocorre a fiscalização?
O risco de rompimento nas barragens é medido considerando características técnicas e de conservação. Estas informações devem ser fornecidas pelas empresas para o órgão fiscalizador, assim como os planos de ação em caso de uma emergência e relatórios periódicos de monitoramento e de conservação.
Mas, nos casos das barragens que obedecem aos critérios da PNSB, elas também devem receber visitas periódicas de agentes fiscalizadores.
Segundo geólogos e engenheiros ouvidos pela BBC News Brasil, a fiscalização de barragens no Brasil ainda é limitada e muito dependente do monitoramento das próprias mineradoras - o que aumenta ainda mais os riscos da exploração de minério.
A ANM, responsável pela fiscalização, tem apenas 35 fiscais capacitados para atuar nas barragens de rejeitos de minérios.
Considerando que cerca de 400 barragens precisam de fiscalização presencial, segundo a PSNB, o número de fiscais é considerado pequeno por especialistas.
"Se formos olhar, no Brasil, acontece de um deputado ter (de assessores) a quantidade de fiscais que a ANM tem pra fiscalizar barragens no país inteiro. Isso é um absurdo. E eles têm muita coisa para fazer, não é só ir nas barragens", disse Fabio Reis.
De acordo com a ANM, os fiscais também são responsáveis por monitorar as minas, não apenas as barragens de rejeitos, além de fazer pesquisa mineral e conferir os relatórios de segurança enviados pelas empresas.
Quantas barragens existem no Brasil?
De acordo com a ANA, que tem a responsabilidade de consolidar o Relatório de Segurança de Barragens, o Brasil tem pelo menos 24.092 barragens, com diferentes usos.
Elas podem ser usadas para a produção de energia elétrica, contenção de rejeitos de mineração, disposição de resíduos industriais ou usos múltiplos da água.
A ANA, no entanto, afirma que esse número pode ser maior. Sua compilação depende de que os órgãos responsáveis pela fiscalização das barragens cadastrem as estruturas no sistema de dados do governo.
"O número de barragens com certeza é maior. A maior parte dessas 24 mil são barragens de pequeno porte, em propriedades rurais", diz Fabio Reis, da Febrageo.
Destas mais de 24 mil barragens, cerca de 4,5 mil obedecem aos critérios da PNSB e, portanto, devem ser fiscalizadas regularmente. Mas, de acordo com a ANA, sobre muitas delas não há informações suficientes para saber se também deveriam receber agentes.
"Barragens com finalidades diferentes geralmente também são construídas com métodos diferentes. Há regras que valem para todas, mas, em geral cada órgão responsável também têm seus critérios para avaliar o risco de deterioração e os danos que um problema nelas poderia causar", afirma Reis.
Neste mapa, apenas as barragens de mineração são mostradas. Minas Gerais possui a maior concentração de barragens de minérios - são 357. Em segundo lugar vem o Pará, com 109.
Nem todas as barragens da lista continuam recebendo minérios, mas os dados não informam quais são as inativas.
Mesmo sem receber rejeitos - como era o caso da barragem de Brumadinho, inativa desde 2015 - elas precisam ser monitoradas constantemente.
A barragem que se rompeu, inclusive, aparece no mapa.
Na última segunda-feira, o governo federal anunciou uma portaria que recomenda a fiscalização de todas as barragens com alto dano potencial associado e cobra os órgãos fiscalizadores para que exijam das empresas responsáveis a atualização dos seus planos de segurança — no entanto, tudo isso já está previsto na PNSB.


www.bbc.com


Você pode gostar de...

0 comentários

Criticas ou sugestões?

Nome

E-mail *

Mensagem *

Visitantes