PRESIDENTE DA CNI ROBSON DE ANDRADE VAI EM CANA NA PF, EM BRASÍLIA!

11:20Carlos Alberto-Há 40 anos vivendo Brasília!


PRESIDENTE DA CNI É PRESO EM INVESTIGAÇÃO SOBRE CORRUPÇÃO NO ‘SISTEMA S’
Robson de Andrade está na presidência da entidade desde 2010 e foi reeleito no ano passado. Ele é um dos 10 alvos de mandados de prisão temporária
O presidente da Confederação Nacional da Industria (CNI), Robson Braga de Andrade, é um dos 10 alvos de mandados de prisão temporária que estão sendo cumpridos pela Operação Fantoche, deflagrada na manhã desta terça-feira (19/2) pela Polícia Federal. Todos são acusados de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.  

Robson Braga foi preso em Brasília e chegou à Superintendência da Polícia Federal por volta das 9h30, onde deve prestar depoimento. A ação investiga fraudes em contratos entre as empresas do Sistema S com o Ministério do Turismo. De acordo com a PF, uma empresa mantida pelo mesmo grupo familiar fraudou contratos firmados com as empresas do grupo e o ministério. A maior parte dos contratos irregulares estão voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados e/ou com inexecução parcial. 
Os recursos eram desviados posteriormente para a empresa de direito privado sem fins lucrativos. Robson assumiu a presidência da CNI em 2010, sendo reeleito em 2014 e 2018. O mandato dele a frente da entidade tem validade até 2022. Ele foi um dos primeiros a ser preso pelas equipes policiais.
Robson também foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Engenheiro mecânico, ele também preside a Orteng Equipamentos e Sistemas Ltda, sediada em Minas Gerais.

Em nota, a CNI afirmou que não teve acesso à investigação e acredita que tudo será devidamente esclarecido. "Como sempre fez, a entidade está à disposição para oferecer todas as informações que forem solicitadas pelas autoridades", diz o texto.

Lista de presos:

>> Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva
>> Júlio Ricardo Rodrigues
>> Ina Vieira da Silva
>> Luiz Antônio Gomes Vieira
>> Pedro Costa Cruz
>> Robson Andrade
>> José Carlos Lima de Andrade
>> Francisco de Assis
>> Ricardo Essinguer 
>> Jorge Tavares

FONTE:CORREIO BRAZILIENSE-DF


DEPURANDO O SISTEMA S




A prisão na manhã desta terça-feira de dirigentes das federações da indústria e do presidente do órgão máximo do sistema sindical patronal industrial, Robson Andrade, até então à frente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ajudará o ministro da Economia, Paulo Guedes, na tarefa de separar joio do trigo na reforma do Sistema S.
Desde o ano passado, o ministro anuncia o plano de “passar a faca” na fonte de financiamento de entidades como Sesi, Sesc e Senac, mantidas com valores descontados em folha de pagamentos de funcionários da indústria e do comércio. Algo estimado em quase R$ 20 bilhões anuais.
A maior parte desses recursos financia a formação profissional de nada menos que 3,3 milhões de jovens, bem como atividades de cultura e lazer a funcionários de empresas e comunidade do seu entorno. Promove bem-estar social em nível de primeiro mundo, sem distinção de classe social e fundamental por entregar justamente aquilo que o Estado promete, mas quase nunca cumpre.
Outra parcela desses recursos ajuda a sustentar um sistema de federações da indústria controlado há décadas por um mesmo grupo de dirigentes sindicais patronais, que administram dinheiro público mas se reconhecem apenas como entidade de Direito Privado. Em outras palavras, são os dono do dinheiro, mas não os donos da empresa.

Nos últimos anos, não faltaram provas de uso de parte desses recursos para fins não republicanos, mas a reação de polícia e Judiciário se deu a passos de tartaruga. O mesmo Robson Andrade, preso nesta terça, sempre transitou com desenvoltura entre tucanos, petistas e políticos de toda ordem. Deu R$ 1 milhão da Fiemg a Fernando Pimentel (PT), então ex-ministro, para realizar palestras que nunca existiram, em 2011. Em delação, o operador financeiro do petista Benedito Rodrigues contou que outro milhão foi desviado três anos depois da Olimpíada do Conhecimento, evento realizado pela CNI, para a campanha do petista ao governo mineiro.

No Rio de Janeiro, o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, foi preso na Lava-Jato e é suspeito de comandar pagamentos de quase R$ 200 milhões a escritórios de advocacia para fins escusos, entre eles o da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral. Em São Paulo, Paulo Skaf foi acusado pelo marqueteiro da Fiesp, Renato Pereira, de usar recursos da entidade para promoção pessoal.

Que a faca de Guedes seja cirúrgica.

epoca.globo.com





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