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PORQUÊ O CORONAVIRUS ATACA MAIS OS HOMENS?

18:53Brasília, Brasil e o mundo sem retoques!


POR QUE O CORONAVÍRUS ESTÁ INFECTANDO MAIS OS HOMENS?
Estudo da Sociedade Europeia de Cardiologia encontrou mais receptores do vírus no sangue masculino, o que facilita a infecção das células
Um novo estudo publicado na revista European Heart Journal, organizada pela Sociedade Europeia de Cardiologia, revelou que o sangue dos homens contém mais enzimas que ajudam o coronavírus a infectar as células do corpo humano e isso poderia explicar porque a doença atinge de forma mais grave e causa mais mortes em pacientes do sexo masculino.
Os resultados comprovaram que o sangue dos homens tem uma maior concentração da enzima ECA-2 (enzima conversora da angiotensina 2). Ela está presente na membrana das células e é a porta de entrada do coronavírus para as células do corpo, como explica Jorge Senise, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
 “O ECA-2 é a fechadura por onde o vírus penetra. Funciona como receptor do vírus. Ele gruda nessa espícula, nesse receptor e tem acesso à célula. O vírus precisa dela para conseguir entrar”, afirma Senise.
A pesquisa reuniu cerca de 2.000 idosos com insuficiência cardíaca e analisou apenas o nível de concentração da enzima no sangue e não nos tecidos, o que impede, de acordo com os pesquisadores, de tirar conclusões sobre o que acontece nos pulmões, por exemplo, o local de atuação em que o vírus causa graves danos.
Um ponto importante do estudo está relacionado aos inibidores do ECA-2. Ele aponta que não houve comprovação de que medicamentos que dificultam a atuação da enzima ou os bloqueadores de receptores da angiotensina (BRA) estão associados ao aumento da concentração da substância no sangue.
“Esses dados podem explicar a maior incidência e taxa de mortalidade pela Covid-19 em homens, mas não apoiam pesquisas anteriores que sugerem que os inibidores da ECA ou da BRA aumentam a vulnerabilidade da doença por meio de grandes concentrações da ECA-2 no sangue”, concluem os pesquisadores.


VEJA.COM.BR.

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