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QUEIRAM OU NÃO FALAR DELE, MAS HOJE É O DIA DO ORGASMO! ENTÃO, COMO ABORDAR ESTA QUESTÃO?

13:11Brasília, Brasil e o mundo sem retoques!

DIA DO ORGASMO: MAIS DA METADE DAS BRASILEIRAS NÃO CHEGAM LÁ, REVELA ESTUDO.


Desconhecimento sobre fontes de prazer por parte de mulheres e parceiros contribui para que muitas não alcancem o orgasmo.

Se Rita Lee estiver certa, amor é prosa e sexo é poesia. Neste caso, o orgasmo talvez navegue entre os dois. E o momento de intensidade e prazer sexual tem um dia só dele: 31 de julho. Mas, para muitas mulheres, ainda não há o que comemorar. Um estudo do departamento de Transtornos Sexuais Dolorosos Femininos da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que 55% das brasileiras não têm orgasmo durante o sexo.

 Para os especialistas, isso se explica pela lógica falocêntrica, isto é, a ideia equivocada de que a penetração é a principal forma de se ter prazer. Estudos, no entanto, mostram que esta forma está em quarto lugar no ranking do prazer, perdendo para o sexo oral, a estimulação do clitóris pelo parceiro e a masturbação.

De acordo com a sexóloga e psicanalista Lelah Monteiro, as mulheres ainda têm muita dificuldade de se permitir e se entregar. Outro fator prejudicial é a falta de comunicação entre os parceiros. Para a profissional, as jovens têm mais facilidade e liberdade de abordar a questão.

Movimentos coletivos de libertação de preconceitos vêm ajudando nisso. A sexóloga reforça: é fundamental existir permissão e entrega.

 Muitas mulheres mais velhas, por terem vivido uma educação mais repressora, talvez nunca tenham conhecido o orgasmo e, quando vivem relacionamentos não satisfatórios há muitos anos, naturalizam a situação.

Com a separação, elas acabam encontrando o prazer nos braços de um parceiro mais jovem. 

Os homens mais velhos, por outro lado, quando em relacionamento com mulheres mais novas, dedicam-se a agradá-las.

E FALANDO CIENTIFICAMENTE:


Por mais bizarro que possa parecer, a ciência até hoje não sabia explicar direito por que mulheres têm orgasmos. Ao contrário do auge masculino, que serve para liberar espermatozóides e dar início ao processo de fecundação, o êxtase feminino ficou séculos sem explicação. Pelo menos até agora.

No orgasmo feminino, músculos se contraem, hormônios são liberados e uma imensa sensação de prazer toma o corpo. Mas todas essas reações fisiológicas não são essenciais para a fertilização dos óvulos – mulheres podem engravidar sem chegar ao orgasmo, por exemplo.

Já homens só liberam espermatozóides quando chegam ao auge – e a sensação de prazer faz com que eles sempre queiram repetir a experiência, o que incentiva a reprodução.

Mas, agora, um novo estudo olhou de perto para o prazer das fêmeas. De fêmeas de 150 milhões de anos atrás, para ser mais exato, quando o fenômeno começou a existir.

A teoria acredita que o orgasmo feminino nos humanos é um subproduto da evolução – que teve função quando surgiu – mas que hoje não ajuda nem atrapalha, o que fez com que a característica não tenha sido eliminada (algo parecido com o que são os mamilos em homens). 

Para chegar a essa conclusão, cientistas analisaram dezenas de espécies diferentes, de coalas a orictéropos (um mamífero africano parecido com um tatu).

“Quando alguém estuda o orgasmo costuma analisar apenas humanos e primatas. Não olhávamos para outras espécies para descobrir sua origem”, disse ao jornal The New York Times uma das autoras da pesquisa, Mihaela Pavlicev.

Em algumas espécies mais simples, as fêmeas não têm um ciclo fixo de ovulação como o nosso – elas liberam óvulos depois de fazer sexo.

Para ser mais precisa, depois de chegar a um orgasmo. A relação sexual chega ao ápice, lança um sinal para o cérebro, que manda liberar um óvulo no útero.

Nesses animais, também, o clitóris fica dentro da vagina, o que garante o prazer durante a relação. Ou seja, em espécies mais simples, o orgasmo feminino é parecido com o dos homens e garante a fecundação.

Mas em humanos e em outros primatas, a evolução fez duas alteracões importantes: primeiro, criou o ciclo fixo de ovulação nas fêmeas. Isso é consequência de um convívio social intenso.

Ao contrário de outros mamíferos, que não convivem com os potenciais parceiros o tempo todo, nós primatas vivemos em grandes sociedades e podemos fazer sexo a qualquer instante, não só para a procriação.

Por isso, a natureza desenvolveu o ciclo fixo. Para nós, são em média 28 dias, no qual um óvulo é liberado mais ou menos no meio do período.

Isso faz com que não seja o sexo que determine a fertilização – mas o período do mês. Nessas espécies, também, o clitóris saiu de dentro da vagina, o que fez com que nem todas as relações sexuais chegasse ao orgasmo feminino.

Ainda assim, o hábito de chegar ao êxtase não deixou de existir. Como ele tem um importante fator social – o prazer faz com que você se una ao seu parceiro e procure sempre mais sexo – a evolução não eliminou o orgasmo.

 

(Exame.com)

 


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